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Você viu? Folha de São Paulo critica ausência de comidas típicas no São João de Campina Grande


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30/06/2015

Você viu? Folha de São Paulo critica ausência de comidas típicas no São João de Campina Grande


Quem vai em busca de comidas típicas ao São João de Campina Grande (PB), autoproclamado a maior festa junina do mundo, pode se decepcionar. Para isso, tem de chegar cedo e gastar muita sola de sapato (ou de botina) para achar as duas únicas barracas em meio a um mar de quiosques e restaurantes.

 

Em vez de doces como munguzá (conhecido como canjica em alguns Estados), canjica (o curau do Sul e do Sudeste), pamonha e bolo de milho, o que os pontos oferecem são crepes, sushis, pizzas e até um "petit gâteau nordestino": bolinho de rapadura com calda de queijo coalho e sorvete de tapioca.


 

A festa se concentra no Parque do Povo, uma área no centro que tem as ruas fechadas durante um mês. Entre réplicas de igrejas e casas coloridas, os coretos com trios de sanfona, zabumba e triângulo complementam o palco principal com shows de forró, o ritmo predominante.

 

Mas, na praça de alimentação, o clima junino sai de cena. Entre os 22 restaurantes, 210 barracas e quiosques e 165 vendedores ambulantes, a busca por guloseimas de milho pode ser frustrante.

 

Depois de percorrer esse espaço em busca de canjica, pamonha ou munguzá, o funcionário público Diego Martins, 27, teve de se contentar com uma tapioca. "Até achei um lugar que vendia, mas já tinha acabado", disse ele, que saiu de Brasília para conhecer a festa paraibana.


 

A estudante Marília Mariotti, 24, também não encontrou as delícias que buscava e acabou escolhendo um cachorro-quente. "Eu adoro comida típica de São João, é uma das melhores partes da festa. Mas munguzá, pamonha e canjica eu não encontrei", disse.

 

Uma das únicas barracas que vendem comidas típicas à base de milho é a Tapiocaria, do empresário José da Silva. Ele conta que a procura é tão grande que o estoque sempre acaba antes da meia-noite, quando faltam duas horas para o fim da festa.

 

Ao perceber a alta procura e a escassez de oferta, o empresário Polion Araújo decidiu, neste ano, incluir as comidas típicas na sua barraquinha de caldo de cana, montada entre um restaurante árabe, um mexicano, um chinês e um Subway.


 

"Aqui você encontra comida árabe, americana, mexicana, menos a comida regional. Se você procura comida de milho, não tem", disse.

 

O presidente da Comissão Paraibana de Folclore, José Augusto Moraes, lamenta a invasão da culinária internacional na festa nordestina. "Isso descaracteriza o São João. Não sou contra que haja uma dinamização da cultura, mas não se pode perder a identidade", afirmou.

 

Além de pratos internacionais, há opções como caldinhos, cachorro-quente, churrasquinhos e maçã do amor.

 

SELEÇÃO

 

A Prefeitura de Campina Grande, que seleciona os restaurantes, diz que historicamente há pouca procura por parte de comerciantes que vendem comidas à base de milho. Não há cota para os que vendem pratos típicos.


 

Segundo a administração, a seleção prioriza restaurantes e barracas que cumprem as regras de higiene e segurança, com preferência para os que já ocuparam o local em anos anteriores.

 

Para o empresário Polion Araújo, o custo do aluguel de um ponto no Parque do Povo, que varia de R$ 450 a R$ 5.000, afasta os principais fornecedores das comidas juninas, em geral pequenas empresas familiares.

 

Um exemplo é Dona Nevinha. Há mais de 30 anos, ela faz em sua casa a canjica, o munguzá e o bolo de milho que fornece para festas particulares e para escolas.

 

"Eu nem recebo encomenda para o Parque do Povo, você acredita? É muito deselegante. Até pra São Paulo recebo, hoje mesmo estou mandando 30 pamonhas", disse.

 

A festa, que vai de 9 de junho a 5 de julho, deve receber mais de 2 milhões de pessoas, segundo a prefeitura – Folha de São Paulo, com fotos de Wagner Pina (Folhapress).

 

Do Blog Carlos Magno


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