PÁGINA INICIAL  |  BIOGRAFIA  |  GERAL  |  POLÍTICA  |  RELIGIÃO |  POLICIAL  | ARQUIVO DE NOTÍCIAS  | CONTATO
 




12/12/2016

Conheça a história de Irmã Thereza, que já foi roqueira punk, ativista e ateia: sim, ela não acreditava em Deus!


A irmã Theresa Aletheia Noble, hoje religiosa católica, foi ateia quando mais jovem.

 

Ela pede a Deus que livre a Igreja do risco de virar um ||aspas||clubinho para acostumados||aspas||, um círculo de ||aspas||iniciados||aspas|| que se julgam católicos mais pela rotina e pela inércia do que por uma convicção de coração, renovada conscientemente todos os dias, apesar das dúvidas e perplexidades que surgem o tempo todo no caminho das pessoas que sinceramente procuram a Verdade.


A irmã Theresa Aletheia Noble, hoje religiosa católica, foi ateia quando mais jovem. Ela pede a Deus que livre a Igreja do risco de virar um ||aspas||clubinho para acostumados||aspas||, um círculo de ||aspas||iniciados||aspas||

 

Ela mesma conta a sua história:

 

De roqueira punk a religiosa católica

 

Quando eu era pequena, adorava ler novelas de aventura, tocar violino e escrever contos de fadas. Depois virei roqueira punk e ateia. Em seguida, resolvi adotar o estilo de vida vegetariano e me engajar como ativista dos direitos dos animais. Quando terminei a faculdade, fui dar aulas em bairros pobres. A seguir, trabalhei numa fazenda. Depois disso ?||aspas|| milagre! ?||aspas|| comecei a acreditar em Deus, em Jesus, e me tornei católica. Finalmente, para surpresa de todos (inclusive minha), me tornei religiosa.

 

Quando ando agora pelas ruas vestindo o hábito de freira, alguns me veem como uma representação da Igreja-instituição; outros como alguém que vive à margem da sociedade; outros, ainda, como uma excêntrica; e outros, por fim, enxergam o amor.

 

De certa forma, eu sou tudo isso.

 

É como se o meu passado e o meu presente não estivessem numa fusão completa de um no outro. Alguns aspectos da minha vida se fundiram, sim, mas outros não. E, no fim, o resultado é um belo mosaico vivo!

 

Eu me pergunto, de vez em quando, se o meu lugar é no grupo que eu chamo de ||aspas||acostumados||aspas|| da Igreja. Será que vou acabar virando uma fariseia? Será que já não sou assim, um pouco? Vou continuar a lutar com honestidade pela minha fé, encarando de frente as minhas dúvidas, ou vou fugir desse confronto sincero, preferindo buscar o conforto, o conformismo, a rotina, a facilidade e uma sensação (falsa) de bem-estar? Será que me ajusto mais ao comportamento das pessoas que estão ao meu redor ou ao comportamento de Cristo? Depois de renunciar à vida ||aspas||mundana||aspas||, será que vou me tornar uma religiosa ||aspas||medíocre||aspas||?

 

Eu não joguei o meu passado no lixo

 

Eu me considero uma ||aspas||ex-ateia||aspas||, mas as coisas não são assim tão simplórias. De certa forma, estou sempre em sintonia com as várias facetas que a minha personalidade já pôde ter ?||aspas|| e espero que isso não mude. A maioria das pessoas espera que eu sinta vergonha do meu passado. Mas a única coisa que me envergonha é o jeito que eu tinha de não amar a Deus e o meu próximo. Não tenho vergonha dos meus questionamentos, das minhas lutas internas, da minha procura pelo absoluto. Não tenho vergonha de ter um lado excêntrico e de ter batido a cabeça nessa busca, de ser um pouco estranha e rebelde. Eu não joguei o meu passado no lixo.

 

O exemplo de São Paulo

 

Eu acho importante que nós vejamos o nosso pecado da forma como Deus o vê. Ele conhece com precisão os defeitos que nos levaram a pecar, mas que, trabalhados pela abnegação, também se tornam as qualidades que nos santificarão. São Paulo, por exemplo, foi um fariseu dos mais zelosos, um perseguidor violento, um homem que observava as regras externas de forma rigorosíssima. Essas características, que o levaram a cometer muitos pecados em nome de Cristo, são também as que o levaram ao caminho da santidade. Cada um de nós tem dons únicos para fazer frutificar junto aos outros, no seio da Igreja? E, com frequência, é a partir dos aspectos mais surpreendentes da nossa personalidade que Deus faz brilharem esses talentos.

 

Eu me flagrei, outro dia, fazendo essa oração um tanto estranha:

 

||aspas||Senhor! Eu queria, antes, que me ajudasses a lutar contra a minha natureza cética. Agora eu quero outra coisa: conservar este ceticismo. Eu não quero uma fé fácil e simplória. Faz com que a minha fé seja audaciosa, impetuosa, plenamente assumida, mas faz também com que eu consiga entender aqueles que duvidam. Eu quero, a todo custo, me manter próxima daqueles que vivem à margem da Igreja, daqueles que não a entendem de jeito nenhum, daqueles que não pertencem ao círculo dos ||aspas||costumeiros||aspas||, daqueles que duvidam, daqueles que procuram, dos excêntricos, dos que não se encaixam na sociedade. Livra-me, Senhor, de uma Igreja-clubinho, de uma Igreja de ||aspas||acostumados||aspas||, confortavelmente acomodados nas suas certezas de rotina||aspas|| ?||aspas|| Aleteia.

 

Portal Carlos Magno



VEJA TAMBÉM:


Cheirar pum pode prevenir câncer, AVC, ataque cardíaco, artrite e demência, diz estudo de universidade do Reino Unido


- Assassinato de moradores de rua em Campina Grande-PB gera comoção: radialista faz artigo em homenagem a ||aspas||Maria Suvacão||aspas||


- UEPB vai ganhar curso de Medicina no campus de Campina Grande. Veja detalhes


-Cliente que passar mais de 20 minutos em fila de banco na Paraíba receberá indenização

- Jovem forja a própria morte para saber ||aspas||quais pessoas se importariam com sua ausência||aspas|| e vem a público pedir desculpas






 


 


 
Política, bastidores da campanha, atuação jornalística: veja entrevista de Carlos Magno ao Ponto a Ponto da TV Itararé
 

 

.......................................................


www.carlosmagno.com.br

             Jornalista
 Apresentador
 Comentartista Pol?ico
 Cel. (83) 98720-7870
 e-mail:
contato@carlosmagno.com.br
 Facebook: www.facebook/jornalistacarlosmagno
 Twitter: @magnopb
 Instagran: @jornalistacarlosmagno