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19/10/2017

Indústria apresenta oportunidades de negócios no Brasil a empresários dos Emirados Árabes


O Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avaliou, durante encontro realizado em Abu Dhabi, que este é o momento ideal para se investir no país diante dos sinais de recuperação econômica; cidade do Oriente Médio sedia a WorldSkills, a maior competição de profissões técnicas do planeta.

O Brasil vive "o momento ideal" para receber investimentos estrangeiros diante dos sinais mais sólidos de retomada da economia, avaliou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, durante o I Encontro Brasil-Emirados Árabes Unidos em Abu Dhabi, na última terça-feira (17). No seminário, realizado em parceria com a embaixada brasileira, foi traçado um panorama do atual cenário econômico e apresentadas oportunidades de negócios bilaterais.



Em apresentação feita a empresários árabes e presidentes de Federações das Indústrias brasileiros, Robson Braga de Andrade afirmou que a conjuntura internacional e o cenário doméstico são favoráveis ao Brasil. Por um lado, disse ele, há uma grande quantidade de recursos disponíveis na economia mundial e as commodities estão com preços elevados. Por outro, há indicadores de que a recessão está ficando para trás e a economia vai retomar a trajetória positiva.

Ele citou como exemplos o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres seguidos em 2017 e a queda da inflação e dos juros. "A inflação e os juros brasileiros estão em trajetória de queda, criando um ambiente oportuno para novos investimentos, sobretudo na produção e na comercialização de bens e serviços", disse ele.

Os sinais positivos fizeram a CNI revisar a projeção sobre o crescimento do PIB para 0,7% este ano, com previsão de aumento do PIB industrial para 0,8%. A estimativa é que a inflação fique em 3,2%, próxima ao limite inferior da meta e a taxa básica de juros, a Selic, chegará em dezembro a 7% ao ano. "A reação positiva da economia já alcança, inclusive, o mercado de trabalho, no qual se observa queda da taxa de desemprego. Com a diminuição da inflação, esse movimento recompõe o poder de compra e potencializa a tendência de recuperação", analisou. "Na indústria, a gradual recuperação do consumo das famílias criará condições para o aumento da produção de forma mais disseminada."

Robson Braga de Andrade também disse que as reformas aprovadas no Congresso vão contribuir para a retomada do investimento no Brasil. "A aprovação da reforma trabalhista, os avanços no processo de privatização e as novas concessões consolidam uma mudança na estratégia de crescimento, agora sob liderança do setor privado e com foco na eficiência econômica", defendeu. Para ele, é necessário, porém, que reformas estruturantes também sejam aprovadas, assim como é preciso buscar o reequilíbrio fiscal das contas públicas, para que a recuperação econômica se consolide.



INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

O presidente da CNI explicou ainda que a entidade tem defendido uma ambiciosa agenda internacional para a indústria, que inclui a melhoria no ambiente de negócios no Brasil, a defesa de acordos destinados a evitar a dupla tributação e para facilitar o aumento dos investimentos no país. "Os investidores aqui presentes, assim como os governos dos dois países, podem contar com o apoio da CNI para negociar e concluir esses acordos fundamentais para as nossas relações bilaterais", avisou ele aos empresários participantes do encontro.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, apresentou oportunidades de investimentos em 24 projetos selecionados pelas Federações das Indústrias. Desses, ele detalhou seis propostas de empresas brasileiras interessadas em fazer parcerias de negócios e foi sabatinado por representantes de entidades árabes e empresários sobre o cenário político e econômico brasileiro.

Na avaliação de Abijaodi, o empresariado do país ainda desconhece as potencialidades do Brasil e o encontro desta terça-feira foi importante, pois os árabes precisam de encontros pessoais para construir relações de negócios. Segundo ele, o mundo árabe gosta da presença física, da conversa e é preciso dar continuidade a esse tipo de estratégia para ter parceiros e defensores do Brasil nos Emirados Árabes Unidos.

"Tivemos aqui representantes muito importantes dos Emirados Árabes, são empresários que realmente anseiam por conhecer o Brasil, que ainda é desconhecido para eles", explicou. "Nós realmente precisamos sair do Brasil e vir trazer uma mensagem de que o país tem potencial, oferece condições para um bom investimento e tem oportunidades tanto para projetos pequenos como para grandes projetos de investimento, como as concessões e privatizações."

O embaixador brasileiro nos Emirados Árabes Unidos, Fernando Igreja, e o representante do Banco do Brasil, Marco Aurélio Frantz, também falaram sobre a recuperação econômica e as possibilidades de apoio a investidores estrangeiros no país. O banco possui um escritório em Dubai e o governo brasileiro virá aos Emirados Árabes para apresentar as oportunidades em concessões e privatizações.

"A aproximação entre os dois países tem se intensificado, e este encontro foi muito importante porque mostrou as possibilidades tanto no Brasil quanto nos Emirados Árabes", analisa Igreja.

O diretor de escritórios internacionais da Câmara de Comércio de Dubai, Omar Khan, e a diretora de Políticas de Comércio Internacionais do Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos, Hind Al Youha, também fizeram uma apresentação sobre os setores prioritários de desenvolvimento no país. "Acho que o encontro foi um excelente começo e nós precisamos continuar a estreitar essa relação entre o Brasil e os Emirados Árabes. Com a nossa parceria com a CNI podemos identificar oportunidades e discutir as possibilidades para cada tipo de investidor", explica Khan.

Os empresários estão em Abu Dhabi para acompanhar a delegação de 56 alunos e ex-alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) que participam da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo. Mais de 1.200 competidores de 68 países realizam provas que reproduzem o dia a dia de 52 profissões técnicas. O Brasil é o atual campeão do torneio, com 27 medalhas conquistadas na última edição realizada em 2015, em São Paulo - Assessoria.

Portal Carlos Magno


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