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01/05/2018

Prédio desaba durante incêndio em São Paulo. Dória diz que ele era ocupado por facção criminosa. Temer é hostilizado ao visitar local


Um prédio de 24 andares desabou durante um incêndio de grandes proporções no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, 1º. Um edifício vizinho também pegou fogo nos três primeiros andares, mas não corre risco de colapso. A Igreja Evangélica Luterana, que fica ao lado do prédio em chamas, também pegou fogo e parte da estrutura desabou.

O Corpo de Bombeiros confirma apenas uma pessoa desaparecida. Mais cedo, a corporação chegou a informar a morte de um morador e o desaparecimento de outras duas pessoas, mas a informação foi atualizada. Os bombeiros agora trabalham na extinção dos focos de incêndio. Todos os prédios do entorno foram evacuados. A corporação também busca por vítimas sob os escombros.



Em entrevista à Rádio Eldorado, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, confirmou, mais cedo, que uma pessoa morreu durante o desabamento do prédio em chamas. A vítima estava sendo resgatada por uma corda pelos militares quando a estrutura do prédio desabou. Os militares abriram um acesso pelo edifício vizinho e a vítima já estava pronta para sair quando toda a estrutura colapsou. A corda que prendia a vítima se rompeu e ela caiu. O corpo da vítima não foi encontrada e agora os bombeiros trabalham com a hipótese dela estar desaparecida. Um bombeiro também ficou ferido durante o desabamento, mas passa bem. Pelo menos outras duas pessoas também estão desaparecidas, mas o número pode aumentar.

Ao menos 120 famílias viviam irregularmente no imóvel que desabou, informou o Corpo de Bombeiros. Palumbo reforçou que o trabalho sob os escombros do prédio de mais de 20 andares será minucioso. Apesar da dificuldade, o Corpo de Bombeiros espera encontrar sobreviventes.

Durante a entrevista, o porta-voz do Corpo de Bombeiros ressaltou que o prédio já havia passado por vistoria, na qual foram relatadas as péssimas condições do local às autoridades do município. Em um segundo momento, o objetivo é apurar quais autoridades receberam as informações sobre as condições do prédio. De acordo com a corporação, os compartimentos entre os andares eram divididos por madeira, o que ajudou a propagar as chamas.



Dória diz que local era usado por facção criminosa

Ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado, João Doria (PSDB) disse nesta terça-feira (1º) que o prédio no centro de São Paulo que desabou após um incêndio nesta madrugada era ocupado por uma facção criminosa. Doria, porém, não deu explicações sobre a presença de criminosos no local. A gestão Bruno Covas da prefeitura não irá comentar a acusação.

Doria disse ainda que houve várias tentativas da prefeitura de desocupar e abrigar as pessoas do prédio. A afirmação foi feita durante visita do tucano à Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

Questionado pela reportagem sobre a avaliação do ocorrido e o que poderia ser feito para que isso não se repetisse no futuro, Doria disse que a primeira medida é "evitar as invasões". "O prédio foi invadido e parte desta invasão financiada e ocupada por uma facção criminosa", disse.De acordo com ele, a Prefeitura de São Paulo fez várias tentativas de desocupar e abrigar essas pessoas em outros pontos, sem sucesso.

"Foram rechaçados, inclusive com ameaças de violência pela ocupação irregular. Porque ali era um centro de distribuição de drogas também, além, infelizmente, de abrigar famílias em situação de rua." O tucano disse que o prefeito Bruno Covas (PSDB), que o sucedeu no cargo, está "tratando disso com muita seriedade e com muita responsabilidade". Covas chegou a dizer que seis reuniões haviam sido feitas com moradores do local e que a prefeitura estudava negociar com a União, que é dona do imóvel, a posse do local.



A gestão Bruno Covas disse que não iria comentar as acusação de Doria sobre a presença de criminosos no prédio. Ricardo Luciano Lima, coordenador do LMD (Luta por Moradia Digna), que gerenciava a ocupação irregular do prédio, disse mais cedo que há uma tentativa de responsabilizar o movimento, esquecendo o problema de falta de habitação na cidade. "Eu posso afirmar que o movimento, se tiver de ocupar outro prédio abandonado sem uso social, o movimento vai ocupar", diz.

Doria afirmou se solidarizar com as pessoas que foram desabrigadas, especialmente com a família do morador que ainda é buscado pelos bombeiros. "Falei há pouco com Felipe Sabará, secretário da Assistência e Desenvolvimento Social, o Bruno esteve lá também. Já foram providenciados colchonetes, alimentos e o acolhimento a todos, indistintamente." Ainda conforme Doria, a Secretaria da Habitação vai avaliar se há alternativa de recuperação de algum edifício da prefeitura na área central da cidade que possa abrigar essas pessoas.

Questionado sobre culpados pelo episódio, ele disse que a "ideia não é estabelecer culpados". "Primeiro solidariedade e atendimento aos desabrigados e aos familiares desta pessoa que perdeu sua vida. E agora estabelecer planejamento com prefeitura e creio também que com o governo do estado." Os bombeiros, porém, ainda não confirmam a morte do homem citado pelo ex-prefeito. Com informações da Folhapress.

Temer hostilizado ao visitar local

O presidente Michel Temer (PMDB) foi hostilizado na manhã desta terça-feira (1°), enquanto visitava o local onde desabou um prédio no centro de São Paulo. Temer dava entrevista a jornalistas, mas rapidamente deixou o local. Ele foi chamado de golpista por pessoas que estavam próximas e alguns objetos foram atirados em sua direção, assim que ele entrou no carro.



"Eu não poderia deixar de vir aqui, sem embargo dessas manifestações, porque afinal eu estava em São Paulo, e ficaria muito mal eu não comparecer aqui para dar exatamente apoio àqueles que perderam, enfim, suas casas", disse Temer momentos antes de deixar o local. "Serão tomadas as providências aqueles que perderam seus entes queridos, mas também os que perderam sua habitação" - Estadão, Notícias ao Minuto e Veja.

Portal Carlos Magno


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