....
....

18/07/2018

Justiça do Rio de Janeiro proíbe prefeito Marcelo Crivella de beneficiar igrejas evangélicas


A Justiça estadual do Rio de Janeiro impôs na última segunda-feira, 16, uma lista com doze restrições à atuação do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), para impedi-lo de beneficiar, com serviços públicos e ações da prefeitura, igrejas evangélicas, sobretudo a Igreja Universal do Reino de Deus, da qual ele é bispo licenciado.

O juiz Rafael Cavalcanti Cruz, 7ª Vara de Fazenda Pública, determinou que, caso desobedeça à decisão, Crivella deve ser afastado do cargo até o julgamento do mérito de uma ação civil pública por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.



O MP fluminense entrou com a ação contra Marcelo Crivella depois que ele foi flagrado pelo jornal O Globo em um encontro extraoficial com pastores evangélicos no Palácio da Cidade, sede da prefeitura em Botafogo, no último dia 4 de julho. No 'Café da Comunhão', o prefeito prometeu aos líderes religiosos facilitar o acesso de fiéis a cirurgias de varizes, catarata e vasectomia na rede municipal de saúde, além de vantagens a igrejas no pagamento de IPTU. Ele orientou os pastores a encaminharem as demandas a Márcia da Rosa Pereira Nunes, sua assessora há 15 anos.

Com a decisão de Cruz, Crivella está proibido de "utilizar a máquina pública municipal para a defesa de interesses pessoais ou de seu grupo religioso", "determinar que servidores públicos municipais privilegiem determinada categoria para acesso ao serviço público de qualquer natureza" e "conceder privilégios para utilização de serviços e espaços públicos por pessoas ligadas ao seu grupo religioso com violação do interesse público".

O juiz também determinou que o prefeito não pode "atuar positivamente em favor de determinada entidade religiosa, notadamente da Igreja Universal do Reino de Deus" e "manter qualquer relação de aliança ou dependência com entidade religiosa que vise à concessão de privilégio odioso, captação do Estado, dominação das estruturas administrativas e de poder político e imposição de opção religiosa específica como oficial".

Para o magistrado, os fatos citados pelo Ministério Público "ofendem nitidamente os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa, que regem a Administração Pública" - Veja.

Portal Carlos Magno


VEJA TAMBÉM:

Cheirar pum pode prevenir câncer, AVC, ataque cardíaco, artrite e demência, diz estudo de universidade do Reino Unido

- Assassinato de moradores de rua em Campina Grande-PB gera comoção: radialista faz artigo em homenagem a "Maria Suvacão"

- UEPB vai ganhar curso de Medicina no campus de Campina Grande. Veja detalhes

-Cliente que passar mais de 20 minutos em fila de banco na Paraíba receberá indenização

- Jovem forja a própria morte para saber "quais pessoas se importariam com sua ausência" e vem a público pedir desculpas