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21/09/2018

Agentes Penitenciários são presos acusados de vender telefones celulares por até R$ 15 mil dentro de presídio na Paraíba


A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta quarta-feira (19), quatro pessoas suspeitas de participar de um esquema criminoso que facilitava a entrada de celulares para detentos do Presídio Romeu Abrantes, o PB 1, situado em João Pessoa. Entre os quatro presos, há dois agentes penitenciários que, segundo investigações, cobravam dinheiro para entregar os aparelhos telefônicos aos presidiários. Uma quinta pessoa também foi detida pelos policiais, por suspeita de envolvimento na prática dos delitos.

As prisões ocorreram nesta quarta-feira (19) e foram resultantes do trabalho de uma força tarefa executada com integrantes do Ministério Público Estadual, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Polícia Civil da Paraíba. As informações sobre o caso foram repassadas na tarde desta quarta-feira (19), por meio de uma entrevista coletiva, na sede da Seap,em João Pessoa, que teve a presença de  integrantes do Ministério Público da Paraíba, Seap e Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social.



Segundo o delegado de Combate ao Crime Organizado (Deccor), Allan Murilo Terruel, as investigações começaram há cerca de um mês, quando a delegacia recebeu uma informação sobre o funcionamento do esquema de facilitação da entrada de celulares no presídio. O delegado explicou que os agentes penitenciários recebiam valores altos para entregar celulares e carregadores dos aparelhos nas celas.

Essas quantias pagas giravam em torno de R$ 15 mil por celular e R$ 5 mil por carregador de celular, podendo até ser mais elevada, dependendo da marca e modelo do telefone. "Eram aparelhos smartphones, com acesso à internet. Os agentes se aproveitavam da condição de serem servidores públicos e trabalhar dentro do presídio para, em seu horário de serviço, repassar os aparelhos celulares aos presos, que pagavam as quantias combinadas", afirmou Terruel.



Com autorização judicial e com apoio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba, os policiais passaram a fazer uma ação controlada e monitorar os agentes penitenciários e as pessoas envolvidas nos crimes, com o objetivo de coletar provas. Nesta quarta-feira (19), os investigadores conseguiram prender em flagrante delito três pessoas, no momento em que recebiam a quantia de R$ 4 mil para permitir a entrada de celulares no presídio.

As pessoas presas possuem vínculos parentescos e ligações com dois agentes penitenciários, que, em seguida, foram identificados e presos. Tanto o dinheiro quanto o celular que seria entregue aos apenados foram apreendidos. Os presos foram conduzidos para a Deccor e serão autuados por crimes de corrupção ativa e passiva (previstos nos artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro); lavagem de dinheiro ou ocultação de ativos financeiros (art. 1º da Lei 9.613/1998) e participação em organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013).



Com relação aos dois agentes penitenciários, ainda haverá outro agravante, como explicou o titular da Seap, Sérgio Fonseca. Segundo ele, como os dois agentes penitenciários são servidores públicos, ainda irão responder processo administrativo. Neste processo, as denúncias serão analisadas e, caso comprovadas, os dois servidores poderão ser punidos até com a perda dos cargos. "Esses agentes presos agiam de forma desonesta. Burlavam a segurança do presídio, se prevalecendo de sua condição de servidor publico. Mas isso não pode manchar a imagem dos agentes penitenciários. Essa categoria é honesta e merece o respeito da sociedade", destacou Sergio Fonseca.

O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Claudio Lima, destacou que o Estado tem se esforçado e unido forças para combater a criminalidade. "Essa força tarefa, com membros do Ministério Público Estadual, Seap  e Polícia Civil mostra que o Estado está pronto para defender a sociedade contra os maus agentes públicos e criminosos", observou - Secom-PB.

Portal Carlos Magno


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