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31/10/2018

Juiz Sérgio Moro se reúne com Bolsonaro nesta quinta-feira para discutir vaga em ministério


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato em Curitiba, pretende se reunir nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, com o presidente eleito Jair Bolsonaro para discutir a possibilidade de se tornar ministro da Justiça. A interlocutores, o juiz tem dito que vai ouvir as propostas de Bolsonaro e analisar se existem "convergências" de pensamento.

Nos últimos dias, Moro ouviu ponderações sobre os prós e contras de assumir um cargo executivo no recém-eleito governo Bolsonaro. Além de ter de deixar a magistratura, o juiz teria de lidar com o discurso de petistas de que suas sentenças no petrolão - que até o momento foram responsáveis por 215 condenações contra 140 pessoas - tiveram viés político.



A narrativa do PT tende a ser potencializada com a proximidade da conclusão do processo em que o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido um terreno e um apartamento como propina da empreiteira Odebrecht. Dentro de duas semanas, o ex-presidente também deve ficar cara a cara com o juiz durante depoimento em que Lula é acusado de ter sido beneficiado pelas empreiteiras OAS e Odebrecht com reformas em um sítio em Atibaia.

Ao longo da Lava-Jato, sempre que questionado, Sergio Moro negou ter pretensões políticas. Suas aspirações giravam em torno da possibilidade de ser indicado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a próxima vaga só será aberta em 2020, com a aposentadoria compulsória do decano Celso de Mello.

Durante entrevista à RecordTV na última segunda-feira, o presidente eleito afirmou a sua pretensão de ter Sergio Moro ou no Ministério da Justiça ou no STF, quando a vaga estiver disponível. No mesmo dia, falando ao Jornal Nacional, Jair Bolsonaro defendeu o juiz Moro como "um símbolo do Brasil". "É um homem que tem que ter seu trabalho reconhecido. Pretendo conversar com ele, convidá-lo para o Ministério da Justiça ou, no futuro, abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que ele poderia trabalhar pelo Brasil".

Em nota divulgada nesta terça, Moro disse que "sobre a menção pública pelo Sr. Presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão" - Veja.

Portal Carlos Magno