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25/06/2019

Governo Bolsonaro tem recordes de arrecadação mês a mês, mas previsão do PIB para 2019 tem 17ª queda seguida


A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou alta real (descontada a inflação) de 1,92% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para R$ 113,278 bilhões, informou nesta segunda-feira (24) a Secretaria da Receita Federal. Esse foi o segundo mês seguido de crescimento real na arrecadação.

 

Em maio de 2018, a arrecadação somou R$ 111,139 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.

 

De acordo com dados da Receita Federal, esse também foi o melhor resultado para meses de maio desde 2014 (ou seja, em 5 anos) – quando o resultado havia sido de R$ 116,237 bilhões.



 

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação avançou, entre outros fatores, por conta do crescimento das receitas com "royalties" do petróleo, com alta real de 5,78% contra o mesmo mês do ano passado, para R$ 2,525 bilhões.

 

Também contribuiu para o resultado, de acordo com o Fisco, o aumento real de 23,47% na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, devido aos resgates de aplicações em renda fixa e em fundos de renda fixa.

 

Além disso, foi registrado crescimento real na arrecadação do Imposto Sobre a Importação e IPI Vinculado à Importação de 9,61%, na comparação com maio do ano passado. O resultado é explicado, principalmente, pelos crescimentos de 14,09% no valor em dólar das importações e de 10,05% na taxa de câmbio, informou a Receita Federal.

 

Parcial do ano

 

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a arrecadação somou R$ 637,649 bilhões, com aumento real de 1,28% frente ao mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor resultado para os cinco primeiros meses de um ano desde 2014.

 

Segundo a Receita Federal, parte do crescimento da arrecadação, no começo deste ano, está relacionada com o resultado ainda de 2018, pois as empresas recolheram esses valores no primeiro trimestre deste ano.

 

Meta fiscal

 

O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir a meta fiscal, ou seja, o resultado para as contas públicas.

 

Para 2019, a meta do governo é de um déficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 139 bilhões.

 

No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 120 bilhões. Foi o quinto ano seguido de rombo nas contas públicas.

 

A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos são o aumento da dívida pública e possíveis impactos inflacionários.

 

Na 17ª queda seguida, mercado reduz para 0,87% previsão de alta do PIB de 2019

 

Os economistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 0,93 para 0,87%. Foi a 17ª queda consecutiva do indicador.

 

A previsão consta no boletim de mercado também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

 

As revisões para baixo na expectativa de crescimento do mercado financeiro para o PIB deste ano começaram, com mais intensidade, após a divulgação do resultado do ano passado – quando a economia avançou 1,1% – e continuaram após a divulgação de uma contração no primeiro trimestre de 2019 (tombo de 0,2%).

 

No fim de março, o Banco Central estimou expansão de 2% para a economia brasileira neste ano (número pode ser revisto no fim de junho) e, na mais recentemente, o Ministério da Economia baixou a previsão de crescimento de 2,2% para 1,6% em 2019.

 

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento para 2020 estável em 2,20%. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,5% para os dois anos.

 

O que diz o governo

 

Também nesta segunda-feira, o subsecretário de Política Fiscal do Ministério da Economia, Marco Cavalcanti, informou que o governo revisará a previsão de crescimento do PIB deste ano.

 

"Essa previsão [de alta de 1,6% para este ano] foi feita há bastante tempo [em maio] e, assim como todo o mercado está revendo, vamos rever também nossa estimativa", declarou.

 

Segundo o subsecretário, a revisão do PIB deve ser anunciada na divulgação do relatório de receitas e despesas, prevista para 19 de julho.

 

"Não vou adiantar nenhum número aqui. Deve se aproximar [das previsões do mercado financeiro], mas não sei quanto ainda", acrescentou.

 

Inflação

 

Para 2019, os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação de 3,84% para 3,82%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

 

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

 

Para 2020, o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação de 4% para 3,95%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

 

Outras estimativas

 

Taxa de juros - O mercado manteve em 5,75% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Atualmente, a taxa de juros está em 6,5% ao ano. Com isso, o mercado segue prevendo queda nos juros neste ano. Para o fim de 2020, a previsão continuou em 6,5% ao ano. Desse modo, os analistas continuam prevendo alta nos juros no ano que vem.

 

Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 ficou estável em R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2020, permaneceu em R$ 3,80 por dólar.

 

Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 subiu de US$ 50,50 bilhões para US$ 50,60 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 46 bilhões para US$ 46,4 bilhões.

 

Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, cresceu de US$ 84,30 bilhões para US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas recuou de US$ 84,36 bilhões para US$ 84,28 bilhões – G1.

 

Carlos Magno

 

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