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17/09/2019

Os efeitos dos cortes na pesquisa científica para a economia brasileira


Eu não quero acreditar que as atitudes tomadas pelo presidente Bolsonaro sejam feitas de forma estabanada, sem que se imagine os efeitos de cada decisão. Seria amadorismo demais. Mas também demoro a crer que o presidente queira ‘pagar pra ver’ os efeitos negativos que os cortes orçamentários causarão no futuro do Brasil.

 

Ao cortar recursos para universidades, escolas técnicas, bolsas de graduação e pós-graduação, Embrapa, pesquisas científicas e tecnológicas e por aí vai, Bolsonaro simplesmente compromete o futuro de um país que para chegar aonde chegou – e olha que temos muito a ascender, ainda – penou muito. Foram anos de esforço conjunto de instituições respeitadas nacional e internacionalmente.

 

Há poucos dias, ouvi atento as palavras do Gerente de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria – CNI, Renato da Fonseca, em entrevista à Globo News, na qual ele alertava para os efeitos que estes cortes em setores ligados à pesquisa científica e tecnológica do Brasil terão sobre a economia do país.

 

Segundo ele, a competitividade da indústria nacional, não apenas no mercado interno, mas, sobretudo no mercado externo, está diretamente ligada aos resultados obtidos na pesquisa científica e tecnológica do país. Submeter este setor aos cortes que o governo está promovendo é comprometer a economia do país de forma irreparável.

 

Não nos assustemos se, num futuro próximo, pode ser que ainda no atual governo, comecemos a amargar quedas consideráveis na competitividade industrial brasileira e perdas de mercado, principalmente mercado internacional. Não precisará ser nenhum ‘expert’ em economia para saber que quem planta, colhe o que plantou. Simples assim.