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07/10/2019

Coluna do Padre Luciano Guedes: “Monumento à Imaculada Conceição”


Quem visita hoje a Catedral de Campina Grande encontra do seu lado esquerdo o seu estacionamento. Nem sempre foi assim! Neste mesmo lugar existiu durante sessenta e cinco anos o Paço Municipal, construído em 1877.

 

Funcionou neste espaço o poder legislativo e judiciário: a Câmara Municipal de Vereadores e o Fórum da cidade.  Em Campina Grande foi este local o palco e a testemunha de muitas decisões políticas, judiciais e administrativas que operaram a transição do Império para a República no Brasil. O Paço foi demolido em 1942 no contexto da reforma urbanística que alterou significativamente as instituições públicas e o casario do centro da cidade.



 

Para homenagear o primeiro centenário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição o vigário da paróquia, Monsenhor Severino Mariano, construiu neste espaço o monumento à Virgem Maria.  A Imagem de Nossa Senhora foi confeccionada no Recife, na Escola de Belas Artes de Pernambuco, pelo escultor Antônio Bibiano.

 

A sua instalação coube ao Dr. Pedro Collier, coordenador técnico dos serviços.  A imagem é de concreto, revestido de mármore em pó, com três metros e setenta centímetros de altura e estando sobre uma coluna de doze metros, em forma de pirâmide, cortada no vértice.

 

No dia 08 de dezembro de 1954 o amor filial do povo campinense à Virgem Maria inaugurava o monumento com grande afluência dos fiéis católicos.  À época, já existindo a recém-fundada Diocese de Campina Grande, o seu primeiro Bispo, Dom Anselmo Pietrulla, procedeu a bênção da imagem e rezou a missa pontifical em altar erguido ao pé do monumento.

 

A ocasião do Jubileu de 250 anos da Igreja Matriz de Campina é oportunidade histórica dada a nós de retomar estes acontecimentos que marcaram nossa jornada, para pensarmos o nosso lugar de origem e de construção. Revisitar as páginas da vida é necessário para nos reconhecer na dinâmica do tempo que a todas as coisas transforma e a todas as coisas permite alguma permanência.

 

Um Paço, um monumento, uma cidade! Registros da vida social e religiosa que os anos insistem em lembrar-nos! História que se conta de novo porque aqui e agora queremos agradecer as gerações de campinenses que construíram esta urbe com o trabalho, a dedicação e especialmente o amor a Deus, simbolizado em sua primeira casa: a Matriz de Nossa Senhora da Conceição!

 

Pe. Luciano Guedes do Nascimento Silva

Vigário Geral e Pároco da Catedral

 

Carlos Magno

 

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