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01/12/2019

Relíquia: pedaço de madeira da manjedoura em que Jesus Cristo nasceu volta para a Terra Santa


Após ter passado quase 1400 anos em Roma, um pequeno fragmento de madeira que teria sido tirado da manjedoura de Jesus Cristo foi exposta em Jerusalém na sexta-feira (29).

 

A relíquia, considerada uma das importantes para os católicos, voltará definitivamente para a cidade de Belém, cidade onde Jesus nasceu (e dormiu na manjedoura) há mais de 2000 mil anos, de acordo com a tradição cristã.

 

Há relatos de que a relíquia foi enviada a Roma para que ficasse em um local depois que os muçulmanos conquistaram a região ou de que teria sido oferecida como presente para o papa. O fato é que, desde então, ela era propriedade do Vaticano.



 

Atualmente, o fragmento de poucos centímetros estava exposto na Basílica de Santa Maria Maggiore, na capital italiana.

 

Foi o Papa Francisco decidiu que o fragmento de madeira, envolto em prata, seria entregue à Custodia Terrae Sanctae, a ordem franciscana responsável pela administração dos locais católicos na Terra Santa.

 

No sábado, a relíquia deve ser colocada na Igreja de Santa Catarina, perto da Igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia.

 

A procedência das relíquias antigas é frequentemente questionada, porém são reverenciadas pelos católicos e sua volta é bastante simbólica para eles.

 

"Estamos empolgados e agradecemos ao Papa Francisco pelo presente e pelo direito de guardar a santa relíquia", disse Francesco Patton, custódio da Terra Santa para a Igreja Católica, em comunicado.

 

A professora Galit Noga-Banai, do departamento de História da Arte da Universidade Hebraica de Jerusalém, explicou ao jornal “Haaretz” que a percepção é de que um pequeno fragmento guarda a santidade da fonte completa (neste caso a manjedoura).

 

“Isso [a transferência] é importante porque agora em Belém não terá apenas o local [a gruta] em que Jesus nasceu, mas também um remanescente autêntico da manjedoura. É o fechamento de um círculo que contribuirá para a santidade do lugar”, declarou.

 

Os cristãos representam cerca de 1% da população palestina na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental – G1.

 

Carlos Magno

 

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