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04/04/2021

Manifestantes fazem buzinaço em frente a hospital contra medidas restritivas e profissionais de saúde reagem: “Respeite os pacientes”


Um grupo de manifestantes promoveu um buzinaço em frente ao Hospital Municipal de Guaratuba, no litoral do Paraná, no sábado (3). Eles protestaram contra medidas de restrição no combate à pandemia na cidade e defenderam o uso de tratamento precoce para a Covid-19, que não possui eficácia comprovada contra a doença.

 

No local, profissionais de saúde, entre eles o secretário municipal da pasta, responderam com silêncio e cartazes. Entre eles, as frases "silêncio, por favor respeite os pacientes" e "números têm nome".



 

"Me entristeceu muito ver pessoas que lá atrás me ligavam de noite pedindo ajuda para um familiar com Covid, e outros que eu sabia que haviam perdido familiares. Foi difícil ver a forma como alguns nos receberam, com palavras contrárias, esquecendo que somos nós que estamos lá a qualquer horário lutando por eles", lamentou o secretário, Gabriel Modesto.

 

Segundo o secretário, no momento da manifestação, estava acontecendo um parto na instituição. Pacientes de Covid-19 ficam na Pronto Socorro Municipal.

 

A ação foi organizada pela Associação Comercial e Empresarial de Guaratuba (Acig) e contou com carros "vestidos" com a bandeira do Brasil.

 

O presidente da Acig, Braulio Augusto Pedrotti, se manifestou dizendo que era uma manifestação pública e não tinha como controlar todos, mas que os organizadores tinham estabelecido regras de respeito e que foi uma minoria que tomou outras atitudes.

 

Guaratuba tem 37.527 habitantes e confirmou 3.785 casos do novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 2.748 pessoas recuperadas e 116 mortes registradas pela doença, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), no sábado (3).

 

Medidas restritivas

 

Em Guaratuba, a prefeitura anunciou medidas mais restritivas para tentar frear a disseminação da Covid-19 em 13 de março. À época, a administração municipal ressaltou a "elevação de número de casos e óbitos e a falta de leitos clínicos e de UTI".

 

Três dias depois, a prefeitura tornou as medidas ainda mais rígidas, fechando todos os serviços os serviços não essenciais e também essenciais, como mercados, entre os dias 19 e 22 do último mês.

 

Os municípios do litoral do estado também têm barreiras sanitárias para impedir a entrada de turistas e visitantes.

 

"Essas medidas foram construídas ao longo do ano, com participação de vários segmentos do comércio. Na última reunião do comitê de crise em que a Acig estive presente, eles pediram por barreiras restritivas, pelo fechamento das praias", afirmou o secretário.

 

Na cidade, são 20 leitos destinados para Covid-19. Segundo o secretário municipal, são 12 leitos clínicos e oito vagas equipadas com respiradores, aptas para intubação.

 

Gabriel ressaltou, ainda, que o município chegou a transferir pacientes para cidades vizinhas por falta de estrutura – G1.

 

Carlos Magno

 

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