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22/06/2022

Michelle Bolsonaro sobre Milton Ribeiro, preso pela PF: “Deus provaria que é uma pessoa honesta”


A primeira-dama Michelle Bolsonaro foi uma das pessoas que defenderam Milton Ribeiro quando ele foi exonerado do Ministério da Educação em 28 de março deste ano.

 

Na época, ao ser questionada sobre as investigações que apontavam acusações contra o ministro no caso do bolsolão do MEC, Michelle disse que “Deus provaria que ele é uma pessoa honesta”.



Foto: Isac Nóbrega/PR

 

“Eu posso dizer que amo a vida dele, tá?!”, acrescentou Michelle.

 

“Cara no fogo”

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) também defendeu o ex-ministro. Em 24 de março, ele disse que “botaria a cara no fogo” por Ribeiro.

 

A declaração foi dada durante uma live, após o vazamento dos áudios que revelavam um suposto esquema de corrupção na pasta, que favorecia pastores. O material foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.

 

“Se o Milton estivesse armando, não teria colocado na agenda aberta ao público. O Milton, eu boto minha cara no fogo por ele. Estão fazendo uma covardia”, afirmou o presidente.

 

Preso por corrupção

 

O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (22/6), em Santos, litoral paulista. O mandado é resultado da operação “Acesso Pago” da Polícia Federal e cita crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. A operação mira também grupo de pastores. Ao menos um dos pastores, Gilmar Santos, também foi preso.

 

Segundo a PF, a operação tem o objetivo de investigar a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

 

O mandado, assinado pelo juiz federal Renato Borelli, determina que Ribeiro seja levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A audiência de custódia deve ser realizada ainda hoje. 

 

Ribeiro substituiu Abraham Weintraub no Ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro e permaneceu à frente da pasta de 16 de julho de 2020 a 28 de março de 2022. Em seu lugar entrou Victor Godoy Vieira – EM.

 

Carlos Magno

 

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