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12/12/2018

Polícia da Paraíba intensifica investigações do assassinato dos dois intees do MST e superintendente diz que nada pode ser descartado


A Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds), atendendo determinação do governador Ricardo Coutinho, ordenou que todos os recursos disponíveis pela Polícia Civil sejam empregados na investigação sobre a morte dos dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O crime ocorreu na noite do último sábado (8), na cidade de Alhandra, a 45 quilômetros de João Pessoa.

 

Segundo testemunhas,  criminosos encapuzados invadiram o acampamento Dom José Maria Pires e mataram  Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando. Eles estavam jantando no momento em que foram mortos.



 

De acordo com a superintendente da Polícia Civil,  Roberta Neiva, o crime vem sendo investigado pelo Núcleo de Homicídios da Delegacia de Alhandra. “O trabalho da Polícia Civil é sigiloso. Não podemos dar detalhes do que vem sendo apurado. Há muitas pessoas sendo ouvidas e diligências estão sendo feitas. Não podemos descartar nada”, afirmou ela.

 

Peritos do Instituto de Polícia Científica (IPC) compareceram ao local do crime fizeram coleta de cápsulas das munições usadas nos crimes. Os corpos das vítimas também foram removidos para serem submetidos a necropsia.

 

Segundo o superintendente do IPC, Fábio Pontes, os resultados dos exames deverão ser divulgados nos próximos dez dias. Porém o prazo poderá ser alterado. “O prazo previsto na lei é de dez dias para a conclusão dos exames, podendo ser prorrogado para 30 dias, de acordo com a necessidade das perícias”, explicou.

 

Saiba mais - De acordo com informações colhidas pela polícia, as duas vítimas estavam acompanhadas por outras pessoas no momento em que os homens encapuzados chegaram. No entanto, os criminosos mandaram as testemunhas se afastarem para atingirem apenas Rodrigo e Orlando.

 

De acordo com o MST, o acampamento fica na Fazenda Garapu. A localidade foi ocupada pelos sem-terra em julho de 2017, após ser constatado que a área estava sem produzir alimentos. Atualmente, no local vivem 450 famílias que fazem cultivo de subsistência – Secom-PB.

 

Carlos Magno