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30/01/2019

Tragédia ampliada: Governo Federal confirma que nem todos os corpos serão resgatados em Brumadinho


O governo Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não será possível resgatar todos os corpos soterrados pela lama em Brumadinho (MG), na Grande Belo Horizonte.

 

A dificuldade de localização aprofunda a dimensão trágica do rompimento da barragem da Vale, na região conhecida como Córrego do Feijão, na sexta-feira (25). Há até o momento contabilizados 65 mortos – desses, 31 já identificados – e 288 desaparecidos. Familiares e amigos lamentam a falta de informação.


 

Ministros mencionaram a complicação da operação de resgate dada a densidade e o volume da lama, que, em determinadas regiões, forma um bloco de massa praticamente impenetrável.

 

A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto. Com o incidente, foram liberados cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.

 

Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni disse que a questão foi trazida pelo colega da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na reunião do comitê de crise no Palácio do Planalto nesta terça-feira (29).

 

"Este é um episódio de muita gravidade. Algumas pessoas triste e lamentavelmente não serão recuperadas. Tem uma questão de respeito e solidariedade a todas as famílias que viverão um luto sem necessariamente o seu ente querido", afirmou Onyx. "É uma dor de intensidade absurda."

 

Na manhã desta terça (29), uma operação do Ministério Público de Minas Gerais, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal prendeu cinco engenheiros -três da Vale, em Minas Gerais e dois prestadores de serviço, em São Paulo- relacionados à segurança da barragem.

 

Os profissionais da Vale eram os responsáveis diretos pela estrutura que se rompeu, e os dois demais, os que atestaram a segurança da barragem em laudo recente – com informações da Folhapress.

 

Carlos Magno

 

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