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09/04/2019

Novas críticas: Ministro defende ajustes na comunicação do governo Bolsonaro: “redes sociais não substituem conversa pessoal”


O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, defendeu em entrevista ao blog Política, escrito por Andréia Sadi no portal G1, que o governo ajuste a comunicação. Para o ministro, mesmo com "facilidades", as redes sociais não substituem a "conversa pessoal".

 

A Secretaria de Comunicação Social do governo tinha status de ministério, mas, desde maio de 2016, passou a ser vinculada a algum ministério. Atualmente, é subordinada à Secretaria de Governo.



 

"O ajuste de comunicação que precisa ocorrer não é só pela Previdência, é para tudo. A Previdência é consequência, assim como o pacote anticorrupção do ministro Sérgio Moro. É ajustar a comunicação para o dia a dia", afirmou Santos Cruz.

 

"As pessoas precisam conversar, não podem conversar [só] por mídia social, nada substitui a relação pessoal. Apesar de toda facilidade das mídias, não substitui a conversa pessoal. Somos de uma cultura emocional, articulação é relacionamento", acrescentou o ministro.

 

Articulação política

 

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro decidiu arrumar a articulação política após atritos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

Cobrado por parlamentares a participar mais da negociação relacionada à reforma da Previdência, Bolsonaro tem recebido representantes de partidos no Palácio do Planalto.

 

Para Santos Cruz, eventuais "diferenças" entre políticos não podem se transformar em "problemas pessoais". Isso porque, afirma, prejudica o processo e é preciso harmonia para tocar o país.

 

"O governo não é o Poder executivo, o governo é uma harmonia entre os três poderes. O presidente é um ator importantíssimo", afirma Santos Cruz.

 

O ministro afirmou diz não ter dificuldades para lidar com parlamentares. Parte da atribuição dele na pasta é receber e conversar com deputados e senadores.

 

Sobre indicações políticas, admite a possibilidade, desde que os nomeados não atendam a interesses pessoais e possam cumprir critérios técnicos.

 

"Meu cargo é de confiança, por exemplo. Claro que existem funções e cargos que precisam ser designados, e que podem ser ocupadas por indicações políticas, mas é preciso preencher capacidade técnica e que isso não atenda a interesses pessoais, mas públicos. Não me sinto com dificuldade de lidar politicamente porque negociar é conversar sobre política pública, o que não faço é discutir interesses pessoais", afirmou.

 

Filhos de Bolsonaro

 

Ao blog, Santos Cruz também falou sobre a atuação dos filhos do presidente Bolsonaro desde o começo da gestão:

 

"São parlamentares, é uma coincidência, porque são parlamentares e filhos. Uma situação incômoda porque eles têm direito à sua opinião mas existe uma sensibilidade. É preciso ter muito cuidado, a situação deles é delicada. Sociedade às vezes não os vê como deputados, mas como filhos. Não separa. E eles têm direito a terem suas opiniões, mas tem esta questão complicada", afirmou.

 

100 dias de governo

 

A pedido do blog, o ministro comentou os 100 dias do governo. "A autoridade não precisa saber tudo precisa tomar decisão, tem os técnicos para ouvir, precisa valorizar a equipe. Você precisa saber ouvir a equipe. Seus assessores, às vezes meu motorista da toque, isso é importante, ouvir a todos", afirmou.

 

Sobre qual seria o maior erro do governo até aqui, ele avalia que foi "despender energia com assuntos e pessoas que não colaboram com o processo".

 

Segundo o ministro, é preciso trabalhar pelo critério do uso do dinheiro público e entregar o governo com a "sensação de justiça para tudo que se faz."

 

Se enxerga algum risco para a democracia, ele sentenciou: “Zero, nenhum risco. Existem mecanismos democráticos para qualquer situação” – G1.

 

Carlos Magno

 

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