
Foto: Sophia Santos/STF
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal
(STF), liberou nesta quinta-feira (27) para julgamento a ação penal na qual a
Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de dois deputados
federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.
A liberação foi comunicada ao ministro Flávio Dino,
presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo
julgamento. Caberá ao ministro marcar a data do julgamento.
No processo, os deputados federais Josimar Maranhãozinho
(PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) são acusados de
cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares.
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os
acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$
6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).
Outro lado
Durante a tramitação do processo, Josimar Maranhãozinho
declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se
"mostram frágeis e desfundamentadas".
Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da
denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está
baseada em "diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de
Bosco".
A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas
obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e
não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a
denúncia é baseada em "hipóteses e conjecturas".
André Richter/Sabrina Craide – Agência Brasil