
Foto: Reprodução do Projeto Arquitetônico
A execução do projeto de requalificação da Feira Central de
Campina Grande ocorrerá em cinco etapas e terá início pelos armazéns. Na semana
passada, o prefeito Bruno Cunha Lima assinou o contrato para o início das obras.
O ato representa o começo de um processo estratégico de valorização urbana,
cultural e social de um dos espaços mais emblemáticos da cidade.
A área total da primeira etapa da obra equivale a quase 3
mil m², sendo cerca de 648 m² de área coberta, composta por estrutura metálica
em grelha, que proporciona sombreamento, conforto ambiental e reforça a
atmosfera tradicional da feira, em uma linguagem contemporânea. Atualmente, o
local é ocupado por edifícios em ruínas e, após a requalificação, terá usos
distintos voltados à convivência, cultura e gastronomia.

Foto: Reprodução do Projeto Arquitetônico
De acordo com o arquiteto Manoel Belisário, um dos
representantes da Oficina Paraibana de Arquitetura (OPA), escritório vencedor
do Concurso Nacional de Projetos, será possível a construção de um restaurante
com cozinha-escola, quiosques, boxes para bares e lanchonetes, uma unidade
âncora de saúde com atendimento à mulher, salas de capacitação profissional,
áreas administrativas, além de praças coberta e aberta.
“A obra será executada em duas etapas e, nesta primeira
fase, serão construídas uma praça coberta e uma praça aberta, articuladas por
escadarias e rampas que asseguram acessibilidade universal. O conjunto inclui
área de lazer infantil com playground, espaços de permanência para adultos e
quatro quiosques destinados a bares e lanchonetes. Além disso, o espaço
funcionará como local de descanso, abrigo e convivência para os usuários da
feira”, destacou o arquiteto.

Foto: Reprodução do Projeto Arquitetônico
O secretário de Planejamento, Marcus Nogueira, que tem
acompanhado os processos de revisão do projeto arquitetônico, ressaltou que,
após a conclusão da primeira etapa, o local será utilizado para a realocação
dos feirantes durante as etapas seguintes. O novo equipamento também
estabelecerá uma conexão entre as ruas Pedro Álvares Cabral e Manoel Pereira de
Araújo, permitindo a circulação entre o Mercado Central e o Cassino Eldorado.
As fachadas históricas dos antigos armazéns também serão revitalizadas já na
primeira etapa, preservando a memória e a identidade do local.
“A feira é um organismo vivo e precisa de cuidados, zelo e
atenção. Esse processo de remodelação, não apenas da estrutura física, mas
também do aspecto social, vai garantir mais comodidade, conforto e segurança.
As pessoas voltarão a fazer suas compras na feira e, quando o projeto estiver
concluído, o espaço também se tornará um novo ponto turístico da cidade. Isso
vai interferir diretamente no fortalecimento da economia. Hoje enfrentamos
grandes problemas na Feira Central, como insegurança, insalubridade e falta de
acessibilidade, e tudo isso será corrigido”, afirmou Marcus.

Foto: Reprodução do Projeto Arquitetônico
Também estão sendo desenvolvidas melhorias na iluminação, no
tráfego do entorno, no estacionamento e nos pontos de ônibus, além da adequação
às exigências da Vigilância Sanitária para os setores de carne e peixe, e de
acessibilidade.
Codecom/PMCG