
Foto: Divulgação/ALPB
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB),
deputado Adriano Galdino (Republicanos), manifestou preocupação com o que
classificou como uma grave violação do Direito Internacional após o bombardeio
dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente venezuelano,
Nicolás Maduro.
Em posicionamento público, o parlamentar afirmou que o
episódio representa um precedente perigoso para a segurança global e, em
especial, para a América do Sul. Segundo Galdino, sua manifestação não tem como
objetivo defender o regime venezuelano. Ele ressaltou que Nicolás Maduro é
responsável por uma profunda crise política, econômica e humanitária, que
resultou no maior êxodo da história da América do Sul, com mais de 7 milhões de
venezuelanos forçados a deixar o país. Muitos deles, lembrou o deputado, vivem
hoje em situação de extrema vulnerabilidade em cidades brasileiras.
Para o presidente da ALPB, o ponto central do debate é o
respeito às normas internacionais. “Nenhum país pode invadir outro sem legítima
defesa ou autorização da Organização das Nações Unidas. Quando isso não ocorre,
o que está em jogo é a própria ordem internacional”, avaliou. Galdino também
destacou que, de acordo com sua interpretação, a ação violaria inclusive a
legislação interna dos Estados Unidos, que prevê a necessidade de autorização
do Congresso para operações militares desse tipo.
O presidente alertou ainda para os impactos geopolíticos da
escalada do conflito. Ao trazer a guerra para a América do Sul — região que,
segundo ele, viveu décadas de relativa estabilidade desde o conflito das
Malvinas, em 1982 — o episódio abriria espaço para a insegurança e a
instabilidade regional. “Se a força passa a substituir o Direito, nenhum país
está realmente seguro”, afirmou, citando nações como Brasil, Colômbia e México.
Na avaliação de Adriano Galdino, o enfraquecimento das
regras internacionais representa uma ameaça direta à diplomacia e ao diálogo
entre os povos. “Quando o Direito cede, avança a barbárie. O mundo acorda mais
inseguro, mais vulnerável e mais frágil”, concluiu.
Assessoria