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24/01/2026

Quadrilha é presa com carga de canetas emagrecedoras contrabandeadas avaliada em R$ 1 milhão; destino era o Nordeste



Foto: Reprodução/TV Globo


Na Grande São Paulo, a Polícia Militar apreendeu mais de 2 mil ampolas com uma substância que é usada para a fabricação de canetas emagrecedoras. A informação é do g11.

 

Um caminhão parado no acostamento da rodovia Fernão Dias, na Grande São Paulo, chamou a atenção dos policiais militares, na madrugada de sexta-feira (24). Os agentes flagraram quatro homens transferindo mercadoria contrabandeada do porta malas de um carro. E não seriam os únicos.

 

"De acordo com o motorista eles encostaram o caminhão por volta das 20h30, chegou ao primeiro carro, e agora estava por volta das 22h, quando foi abordagem estava chegando o segundo veículo", conta o policial militar.

 

Os suspeitos não têm ficha criminal e devem passar por audiência de custódia. Em depoimento, o motorista contou que o destino era o Nordeste.

 

A carga, avaliada em R$ 1 milhão, tinha 2,4 mil ampolas de tirzepatida, a substância ativa das chamadas canetas emagrecedoras. O medicamento injetável que regula o apetite e o açúcar no sangue foi desenvolvido para o controle do diabete do tipo 2, mas tem sido usado como alternativa para a perda rápida de peso.

 

Essa semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a venda de duas marcas de tirzepatida. Uma delas, estava na carga.

 

Essas substâncias usadas nas canetas emagrecedoras são facilmente compradas sem registros no Paraguai - que não tem controle sanitário e fiscalização como no Brasil. Essas substâncias atravessam a fronteira sem qualquer garantia de autenticidade, sem refrigeração e são distribuídas em clínicas e farmácias, em todo país.

 

E a procura cresce, porque o uso como fórmula pra emagrecer se popularizou e o tratamento regular com as marcas aprovadas pela Anvisa é inacessível pra maior parte da população.

 

Ao ser injetada, a substância fica ativa no corpo por pelo menos uma semana. Por isso os efeitos adversos não acabam ao interromper o uso.

 

Em Belo Horizonte, uma mulher de 42 anos luta para sobreviver. Ela injetou uma única vez o produto vindo do Paraguai em dezembro e desenvolveu uma síndrome rara que paralisa os músculos.

 

"A gama de efeitos adversos que a gente tem visto é muito grande, muitas vezes existem outras substancias que não são aquelas ali descritas. O controle de qualidade, o que a gente fala a rastreabilidade, né? se o indivíduo complica, a gente não sabe direito lote, a gente não tem análise criteriosa da eficácia e da segurança daquela versão fabricada nesse cenário", afirma Claiton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

 

g1