
Foto: Divulgação/Secom-JP
A cidade de João Pessoa registrou o maior crescimento
percentual no estoque de empregos formais, entre as capitais do Nordeste, no
ano de 2025, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE). A capital paraibana aumentou a massa total de trabalhadores em
7%, consolidando um ciclo de expansão que já dura cinco anos. Em seguida, estão
São Luís (6,07%) e Salvador (4,57%). O menor resultado foi registrado em
Fortaleza, com crescimento de 2,53%.
A cidade de João Pessoa criou 14.892 novos postos de
trabalho em 2025, o que representa quase 50% de toda a geração de empregos da
Paraíba (31.043). Na Capital, os setores que mais contribuíram para o saldo positivo
de empregos foram os de serviços (13.953) e comércio (1.361). Em âmbito
nacional, foram gerados 1,27 milhão de empregos, no ano passado.
“No acumulado dos últimos cinco anos, a capital paraibana já
soma 62.759 novas vagas sob o regime CLT, uma expansão de 38,08% no estoque
total de trabalhadores. Este é um dos três maiores índices entre as capitais
brasileiras”, aponta o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico e
Trabalho (Sedest), João Bosco.
O gestor aponta que o desempenho de João Pessoa é resultado
de uma política municipal de atração de investimentos e melhorias no ambiente
de negócios. “João Pessoa hoje tem transparência e agilidade na abertura de
novos negócios, um mercado em expansão com baixo ‘turnover’ (rotatividade) e
melhor tempo de vida dos empreendimentos, face o desenvolvimento da cidade”,
afirma João Bosco.
O secretário-executivo indica que os dados do Caged acendem
um alerta para a desigualdade regional na Paraíba: apenas cinco municípios
(João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita) foram responsáveis
por 76% das contratações totais do estado em 2025.
Dezembro
No último mês do ano, o Brasil registrou o fechamento de
618.164 postos de trabalho. Conforme o MTE, historicamente, o mês de dezembro
apresenta retração no mercado de trabalho formal em razão de fatores sazonais.
A Paraíba e João Pessoa seguiram essa tendência de retração, com fechamento de
2.684 vagas e 1.238 vagas, respectivamente. O déficit em João Pessoa
concentrou-se nos setores de serviços (-625) e construção civil (-447).
“Embora o mês tenha apresentado saldo negativo, refletindo o
encerramento de contratos temporários e questões setoriais específicas, os
números consolidados do ano colocam a capital paraibana no topo do ranking
regional. Já no setor construtivo, além da sazonalidade, a instabilidade
jurídica em torno da Lei do Gabarito, pacificada apenas em janeiro deste ano,
gerou cautela e impactou as manutenções de contratos no período. Especialistas
apontam que a retomada do ritmo de contratações do setor deve acontecer ainda
neste primeiro trimestre”, explica João Bosco.
Thadeu Rodrigues/Lilian Moraes – Secom-JP