
Foto: Robert Leal/TJMG
A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Mulheres
enviaram nesta quarta-feira (25) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um
pedido de investigação da conduta do desembargador do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais que absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma
adolescente de 12 anos e a mãe da menina, que teria sido conivente com o crime.
Na manifestação, a AGU disse que a decisão da 9ª Câmara
Criminal, que foi baseada no voto do desembargador Magid Nauef Láuar, afronta a
Constituição e o Estatuto da Criança do Adolescente (ECA).
“A interpretação de suposta formação de núcleo familiar é
incabível diante de todo o sistema jurídico protetivo pátrio das crianças e
adolescentes. Não se trata de relação de afeto, de família, mas sim de relação
de exploração sexual”, argumentou o órgão.
Recuo
Mais cedo, diante da repercussão do caso, o desembargador
proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância
que condenou o homem e a mãe da adolescente. O magistrado também determinou a
prisão dos acusados.
Sabrina Craide/Agência Brasil