
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Um fonoaudiólogo, de 37 anos, investigado por estupro de
vulnerável contra uma menina de quatro anos, foi preso na manhã desta
quarta-feira (11/3), em Taguatinga, no Distrito Federal. As investigações
apontam que o crime teria ocorrido em dezembro de 2025, durante um dos
atendimentos que o homem fazia à criança diagnosticada com Transtorno do
Espectro Autista (TEA).
O suspeito trabalhava em uma clínica que prestava
atendimento especializado a crianças autistas. A polícia afirmou que, em
dezembro de 2025, o autor teria praticado ato libidinoso diverso da conjunção
carnal — quando não há penetração — com a vítima. A vulnerabilidade da criança
é acentuada por conta do diagnóstico de TEA não verbal, o que dificultaria a
comunicação do fato.
A mãe ainda afirmou que, depois desse atendimento em
específico, a menina saiu do consultório “em crise”, o que acendeu um alerta.
Ao realizar a troca de fraldas da filha, a mãe percebeu a presença de um fio de
cabelo que não parecia com os da menina. A mãe ainda conta que, enquanto
trocava a fralda, a menina tocava as partes íntimas, como se quisesse indicar
alguma coisa.
Com os sinais que a filha deu, a mãe procurou a polícia no
mesmo dia do ocorrido e apresentou o fio de cabelo que tinha encontrado no
corpo da criança e as roupas que a criança estava vestindo durante a consulta.
A polícia realizou exames periciais para confirmar a suspeita, constatando a
presença de espermatozoides nas roupas.
Na operação que resultou na prisão do homem, comandada pela
Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª DP (Taguatinga Sul), foram cumpridos
dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária.
A delegada responsável pelo caso, Elizabeth Frade, afirmou
que o trabalho de investigação e perícia continua. “Na casa dele, foram
apreendidos aparelho celular, computador, pen drives e material genético para
confirmar ou descartar as suspeitas”, disse. A delegada também comentou que a
clínica onde o suspeito trabalhava também passou por perícia. “Investigamos a
sala onde ele fazia os atendimentos e o armário de uso pessoal dele, onde
também encontramos a presença de diversos pontos contendo material genético que
será analisado", acrescentou.
O suspeito está preso de forma temporária (30 dias). “Esses
materiais foram coletados e serão encaminhados para os laboratórios da Polícia
Civil, onde serão analisados. As investigações irão prosseguir e esperar os
resultados periciais”, complementou a delegada.
Correio Braziliense