
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram
que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo
federal. A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a
jornalistas, nesta quinta-feira (2).
Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois
ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3). A
medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente
Médio.
De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um
subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo
o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$
1,5 bilhão por mês.
O custo será dividido igualmente entre o governo federal e
os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da
federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após
resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.
A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo
governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e
importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do
diesel.
Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera
perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um
impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.
Alckmin reuniu a imprensa para apresentar um balanço da sua
gestão à frete do MDIC. Ele vai disputar a reeleição para a Vice-Presidência em
outubro, na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para
isso, pode seguir na cadeira da Vice-Presidência, mas precisa se
desincompatibilizar da função de ministro do Executivo.
Andreia Verdélio/Juliana Andrade – Agência Brasil