
Foto: Divulgação/Sebrae-PB
O setor de serviços é o que concentra o maior número de
mulheres donas do próprio negócio na Paraíba. São 53,9% de empreendedoras
investindo nos mais diversos tipos de empresa que esse setor comporta, como os
segmentos da beleza, alimentação e prestação de atividades diversas, como na
área de saúde e educação. O dado é de um levantamento realizado pelo Sebrae/PB
e aponta ainda que o setor do comércio figura como o segundo mais escolhido
pelas empresárias, com 30,4%.
“O setor de serviços é o que concentra o maior número de
empreendedores, tanto homens quanto mulheres. É um setor com diversas
atividades onde se pode criar negócios com potencial”, explica a analista
técnica do Sebrae/PB, Renata Câmara. Outro dado do levantamento da instituição
é a carga horária que as empreendedoras dedicam para cuidar do próprio negócio.
Em média, elas passam 31,5 horas à frente da empresa.
Para Renata Câmara, na maioria das vezes, esse tempo
dedicado ao próprio negócio é conciliado com outras atividades da empresária,
como ter outro emprego, afazeres domésticos e outras atribuições de cuidado. “A
mulher tem que se desdobrar entre esse empreendimento e os negócios
relacionados à economia doméstica mesmo e acaba que ela fica sobrecarregada. É
uma rotina muito exaustiva para a mulher, mas que ela procura de tal forma
administrar para dar conta também desse empreendimento que é sua fonte de renda
complementar ou principal”, explica a analista.

Foto: Divulgação/Sebrae-PB
Entre as mais de 160 mil empreendedoras da Paraíba que se
desdobram para manter o próprio negócio firme e com propósito está a
fisioterapeuta Laysa Oliveira, proprietária da Clínica Afettos, localizada nos
municípios de Santa Rita e de Bayeux. A ideia da empresa surgiu a partir de uma
experiência pessoal, que a fez criar um espaço que acolhesse a criança com
Transtorno do Espectro do Autismo e sua família, cuidando do paciente para além
do diagnóstico.
“Assim surgiu a Afettos, inicialmente de forma simples, com
poucos atendimentos e muita dedicação. Com o tempo, percebemos que não
estávamos construindo apenas uma clínica, mas um projeto de transformação
social. Hoje, atendemos dezenas de famílias e trabalhamos com uma equipe
multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento infantil”, conta Laysa, que tem o
apoio da gestora da clínica, Carla Pontes.
A empreendedora conta ainda que manter um negócio, sobretudo
na área da saúde, tem muitos desafios, exigindo equilíbrio empresarial sem
esquecer da humanização. “Cada criança que atendemos carrega uma história. E cada
evolução representa uma conquista. Por isso, o maior desafio é manter a
qualidade do cuidado enquanto o projeto cresce. Nosso compromisso sempre foi
garantir que cada família continue sendo atendida com o mesmo respeito e
atenção que tivemos no início”, frisa Laysa Oliveira.
Assessoria/Sebrae-PB, com foto: Divulgação