
Foto: Josenildo Costa/CMCG
Na manhã desta quinta-feira (7), a Câmara Municipal de Campina
Grande realizou sua 31ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador presidente
Saulo Germano e secretariada pelo vereador Saulo Noronha. Durante a sessão,
foram votados e aprovados projetos de lei, de autoria do Poder Executivo e dos
parlamentares, abrangendo temas como saúde, cultura, esporte, educação e gestão
pública. A sessão contou ainda com participação dos vereadores no Pequeno e
Grande Expediente, com debates centrados no esporte e na educação.
Votação dos Projetos do Poder Executivo
Foram votados e aprovados 02 projetos de lei de autoria do
Poder Executivo. O Projeto de Lei nº 1.411/2025, que institui a Escola
Municipal de Trânsito de Campina Grande — EMT, vinculada à Superintendência de
Trânsito e Transportes Públicos — STTP, foi aprovado por unanimidade em
primeira e segunda votação.
Já o Projeto de Lei nº 311/2026, relacionado ao IPSEM, gerou
debate entre os vereadores. A proposta autoriza o Município de Campina Grande a
aderir ao Programa Pró-Regularização, que prevê o parcelamento extraordinário
de débitos de natureza previdenciária, nos termos da Emenda Constitucional nº
136, de 9 de setembro de 2025. O objetivo é permitir a regularização dos
débitos do Município e de suas entidades com o IPSEM, preservando a
sustentabilidade do regime próprio, com mecanismos de controle e condições
estabelecidas pela União. Para adesão ao programa, é exigida a existência de
legislação municipal autorizando o referido parcelamento.
O projeto, no entanto, gerou resistência por parte de
vereadores da oposição. A vereadora Jô Oliveira votou de forma contrária e
justificou seu posicionamento citando o relatório da assessoria contratada pelo
próprio IPSEM, que aponta déficit e desequilíbrio nas contas do instituto. A
parlamentar manifestou preocupação com o impacto que o parcelamento, por
comprometer o Fundo de Participação do Município, pode ter futuramente sobre os
servidores públicos. O vereador Olimpio Oliveira também votou contra, argumentando
que o secretário e o diretor do IPSEM não apresentaram um plano concreto para
enfrentar o desequilíbrio orçamentário do instituto. Além deles, registraram
voto contrário os vereadores Wellington Cobra, Aninha Cardoso, Kallyna Dias e
Waléria Assunção. Apesar da oposição, o projeto foi aprovado pela maioria em
primeira e segunda votação.
Projetos dos parlamentares
A sessão também aprovou uma série de projetos de lei de
autoria dos parlamentares voltados à proteção social, inclusão e saúde pública.
Entre as matérias aprovadas, destacam-se iniciativas em defesa das mulheres —
como medidas de combate à violência de gênero, a reserva de vagão exclusivo no
VLT, a promoção da equidade salarial e a equiparação do período de
licença-maternidade para servidoras públicas municipais —, além de projetos que
fortalecem o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA),
garantindo inclusão, nutrição adequada e prioridade no atendimento pelo
Conselho Tutelar.

Foto: Josenildo Costa/CMCG
Os vereadores também aprovaram ações voltadas à saúde da
população em geral, como programas de saúde integral da mulher, busca ativa
vacinal nas escolas, distribuição de sensores de glicose para diabéticos,
capacitação em primeiros socorros para servidores e cidadãos, fornecimento
gratuito de preservativos e materiais educativos sobre doenças sexualmente
transmissíveis, além de iniciativas de conscientização sobre tabagismo,
ludopatia e saúde mental.
A Casa Legislativa avançou ainda em pautas de cultura,
esporte, assistência social, transparência e desenvolvimento urbano. Foram
aprovados projetos que ampliam o calendário oficial de eventos do município,
com datas comemorativas para o museólogo, a vigilância sanitária, o Lions
Clube, os destaques esportivos, o vigilante privado e a primeira infância, além
de iniciativas que reconhecem patrimônios históricos e culturais da cidade,
como o Café Aurora, o Mosteiro Santa Clara, a Filarmônica Municipal Epitácio
Pessoa e a Casa do Mestre Duduta.
No campo esportivo, foram aprovados programas de valorização
de ex-atletas, incentivo ao esporte feminino, reconhecimento do off-road e do
futebol de botão como modalidades municipais, e a criação da Medalha
Excepcional Antônio Fernandes Bióca em homenagem ao centenário do Treze Futebol
Clube. Na área social, merecem destaque os projetos voltados ao acolhimento de
pessoas em situação de rua, à proteção e bem-estar animal, ao apoio a idosos em
instituições de longa permanência e à prevenção de fraudes contra a terceira
idade. Na área da educação e tecnologia, os vereadores aprovaram propostas para
plataformas digitais de transparência pedagógica, data centers sustentáveis,
programas de micromobilidade elétrica, acessibilidade digital em Libras e o
programa Escola Aberta nos Finais de Semana, sinalizando o compromisso do
Legislativo com a modernização e a qualidade de vida em Campina Grande.
Pequeno e Grande Expediente
No Pequeno Expediente, o vereador Rostand Paraíba trouxe à
tribuna demandas ligadas à infraestrutura esportiva do município. O parlamentar
defendeu a construção do campo do Leão no CEU da Cultura, em área pertencente à
Prefeitura, destacando que a viabilização da obra depende da doação do terreno
por parte do Executivo Municipal. Rostand lembrou ainda que já existem projetos
de lei aprovados para a construção de areninhas em Campina Grande e mencionou
locais com potencial para receber esse tipo de equipamento. O vereador ainda
retomou debate iniciado na sessão anterior, reforçando a necessidade de criação
de um estádio municipal e defendendo a isenção de taxas para as categorias de
base no Estádio Amigão, administrado pelo Governo do Estado.
No Grande Expediente, o vereador Alexandre do Sindicato
direcionou suas críticas ao Governo do Estado. O parlamentar denunciou que
estudantes do distrito de Catolé da Boa Vista, vinculados à 3ª Região de
Ensino, estão há duas semanas sem acesso ao transporte público, apresentando o
vídeo de uma aluna que fez um apelo pela retomada do serviço para que possam
frequentar as aulas. Em resposta, a vereadora Valéria Aragão, informou que
entrou em contato com a gestão estadual e que o problema estava sendo
solucionado. A vereadora Aninha Cardoso, em aparte, se pronunciou sobre o tema,
relatando que crianças do Sítio Boi Velho enfrentam situação semelhante, porém
na rede municipal de ensino, e cobrou que tanto a Prefeitura quanto o Estado
tratem a questão com prioridade, reforçando a centralidade da educação como
direito fundamental.
Para acompanhar a sessão completa, acesse o Canal Oficial do
youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que
tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.
DIVICOM/CMCG