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O neurocirurgião e médico da dor, Luiz Severo, que
representa Paraíba e Pernambuco no Congresso Internacional de Neuromodulação,
em Lisboa, acompanha de perto uma mudança considerada histórica na forma de
compreender e tratar a dor crônica da coluna.
Durante o evento, especialistas do mundo inteiro discutem o
novo conceito de Persistent Spinal Pain Syndrome (PSPS) — Síndrome da Dor
Espinal Persistente — que amplia a visão sobre pacientes que convivem com dores
persistentes mesmo após tratamentos convencionais ou cirurgias.
A proposta reforça que a dor crônica não deve mais ser
tratada apenas como “desgaste” ou problema estrutural da coluna, mas como uma
condição complexa que envolve alterações neurológicas, inflamação,
sensibilização cerebral, fatores metabólicos e emocionais.
De acordo com Luiz Severo, *a nova abordagem pode reduzir
cirurgias desnecessárias* e ampliar o acesso a tratamentos modernos e
individualizados. “Hoje entendemos que dor crônica não é apenas um problema
ortopédico. É um fenômeno neurológico, imunológico e metabólico”, destaca.
O médico participa do congresso representando o Centro
Paraibano da Dor (Cepdor) e o NeuroEquilibrium, reforçando o protagonismo do
Nordeste brasileiro nas discussões internacionais sobre neuromodulação e dor
crônica.
Assessoria