
Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Um aposentado de 68 anos, morador de Santa Luzia, Região
Metropolitana de Belo Horizonte viveu uma situação inusitada ao descobrir que
constava como morto nos sistemas oficiais do governo. O problema foi descoberto
quando ele tentou acessar benefícios e sacar a aposentadoria. Para recuperar
seus direitos, o idoso precisou recorrer à Justiça, que determinou a anulação
da certidão de óbito registrada indevidamente em seu nome.
Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais (TJMG), o homem descobriu a irregularidade após ser informado que
seu CPF apontava que ele estava morto nos cadastros públicos. O erro acabou
provocando o bloqueio de benefícios previdenciários e dificultando o acesso a
serviços básicos.
A investigação apontou que a falsa certidão de óbito havia
sido emitida em um cartório de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, em 2021. A
principal suspeita é de que terceiros tenham utilizado indevidamente documentos
do aposentado, ele ter perdido sua carteira de identidade, fato ocorrido anos
atrás.
Depois de descobrir-se morto, o aposentado procurou órgãos
públicos, registrou boletim de ocorrência e acionou a Defensoria Pública de
Minas Gerais. Durante o processo judicial, foi realizado um laudo papiloscópico
que confirmou oficialmente sua identidade e comprovou que ele estava vivo.
A Justiça determinou a anulação da certidão de óbito
irregular e ordenou a atualização dos dados junto à Receita Federal, ao INSS e
à Polícia Civil de Minas Gerais. O restabelecimento da aposentadoria e outros
direitos do idoso, também foram garantidos.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público para apuração
de eventual fraude e possível uso criminoso dos documentos pessoais do
aposentado.
EM