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31/05/2026

Professor de dança é preso por enviar fotos íntimas a aluno de 13 anos; mãe se passou pelo filho e marcou encontro



Foto: Divulgação/Polícia Militar


Um professor de dança de 55 anos foi preso por abuso sexual contra um aluno de 13 anos no Bairro Sucupira, em Ribeirão das Neves (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

De acordo com informações da Polícia Militar, o caso começou a ser descoberto no último dia 22 de maio, quando a mãe do adolescente, de 30 anos, flagrou conversas de cunho sexual entre o filho e o educador, que atua na Escola Municipal Zilda Arns, localizada no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

 

Ao analisar o conteúdo das mensagens, que incluía fotos íntimas do professor, elogios de conotação sexual ao adolescente e a colegas de classe, além de questionamentos sobre a intimidade do estudante, a mãe decidiu simular que era o filho. Ela marcou um encontro com o suspeito próximo à residência da família e acionou a PM.

 

O professor aceitou o convite, mas enviou um motorista de aplicativo ao ponto de encontro combinado, uma padaria. O condutor alegou que não tinha envolvimento com o crime e que estava apenas realizando uma corrida de trabalho. No entanto, a PM informou que o motorista despertou desconfiança pois, ao estacionar em frente ao estabelecimento, olhou para o interior da padaria e piscou os olhos, fazendo uma espécie de sinal.

 

Ainda assim, o motorista colaborou com os militares e apresentou as mensagens trocadas com o suspeito, nas quais o professor solicitava que o condutor fosse ao local "buscar o sobrinho dele".

 

A polícia deslocou-se até o endereço final da corrida e localizou o suspeito em frente à sua residência. Ao notar a aproximação da viatura, o homem tentou retornar para o imóvel, mas foi abordado e preso pelos militares. O investigado acionou três advogados para acompanhar os procedimentos legais.

 

O motorista foi liberado e assumiu o compromisso de prestar depoimentos futuros. O adolescente, abalado psicologicamente e constrangido com a situação, não compareceu à delegacia; apenas a mãe, como responsável legal, apresentou-se para registrar a ocorrência.

 

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada pela reportagem, que aguarda resposta.

 

EM