
Foto: Divulgação/ALPB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta
quarta-feira (17), sessão ordinária itinerante realizada no Salão do
Artesanato, na cidade de Campina Grande, no agreste paraibano. Os parlamentares
apreciaram e aprovaram projetos de lei na área de educação, em defesa dos
direitos das mulheres, das crianças e adolescentes e do meio ambiente.
O presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino,
ressaltou que levar o parlamento estadual às mais diversas regiões do Estado
permite que a Casa Epitácio Pessoa esteja ainda mais perto da população. “Hoje,
estamos aqui no Salão do Artesanato. É um feito muito importante para
Assembleia, aprovando projetos que irão melhorar a qualidade de vida do povo
paraibano”, afirmou.
O deputado Chico Mendes pontuou que a sessão itinerante
marca o fim do semestre legislativo, que volta em agosto, e comemorou o empenho
de todos os parlamentares na aprovação de matérias que contribuem com o bem
estar da população. “Nessa sessão itinerante, encerramos o semestre legislativo
com muito trabalho, muitas ações e, sobretudo, discussão de pautas bem
sucedidas. É dia de agradecer a todos os deputados e deputadas que ajudam a
construir resultados melhores para o Estado da Paraíba. Votaremos no segundo
semestre para dar continuidade a este trabalho que tem ajudado a Paraíba a se
desenvolver”.
Projetos Aprovados
Adriano Galdino teve aprovado o seu Projeto de Lei (PL)
7.451/2026, que estabelece a disponibilização de espaços destinados ao
acolhimento e à amamentação de filhos de trabalhadoras em empreendimentos de
grande porte localizados no Estado da Paraíba, a exemplo de shopping centers,
centros comerciais, galerias comerciais, supermercados, hipermercados,
atacarejos, mercados públicos, centros empresariais, condomínios comerciais e
demais empreendimentos de uso coletivo.
De acordo com o presidente, a matéria tem o objetivo de
assegurar a proteção integral da criança na primeira infância, promover e
incentivar o aleitamento materno, fortalecer a proteção à maternidade, além de
contribuir para a permanência da mulher no mercado de trabalho e reduzir
barreiras estruturais ao exercício da maternidade. “Não se trata apenas de
garantir um espaço físico, mas de assegurar ambiente adequado, seguro,
confortável e dotado da privacidade necessária ao exercício da amamentação,
reconhecida mundialmente como medida essencial para a saúde materno-infantil e
para o desenvolvimento saudável da criança”, justificou Galdino.
Também foi aprovado por unanimidade Projeto de Lei
7.584/2026, que institui o Orçamento da Criança e do Adolescente (OCA), com o
objetivo de favorecer a eficiência, a transparência, a fiscalização e o
controle da gestão fiscal na execução de políticas públicas destinadas às
crianças e aos adolescentes. De acordo com o chefe do Poder Executivo,
governador Lucas Ribeiro, o OCA será um relevante instrumento de aprimoramento
da gestão fiscal, da transparência pública e do monitoramento das políticas
destinadas à infância e adolescente.
Ainda segundo justificativa do governador, embora o estado
execute diversas ações e programas direcionados à infância e adolescência,
observa-se a inexistência de um mecanismo estruturado que permita identificar o
volume e a qualidade do gasto público destinado ao segmento. O que compromete a
capacidade de ação e controle social dessas políticas. “O OCA será um
instrumento de natureza gerencial, possibilitando a identificação,
classificação e acompanhamento das despesas públicas voltadas a esse público a
partir de critérios de marcação orçamentária. Trata-se de uma abordagem
amplamente adotada em diferentes entes federativos e recomendada por organismos
nacionais e internacionais, por sua capacidade de qualificar a alocação de
recursos e fortalecer a governança das políticas sociais”, justificou.
Ainda em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, os
deputados votaram a favor do PL 7.589/2026, que inclui crianças, adolescentes e
jovens em situação de orfandade decorrente de feminicídio entre os
beneficiários do Programa “Paraíba que Acolhe”, já em vigor garantindo a
proteção social continuada de crianças e adolescentes em situação de orfandade
por efeito da Covid-19 e que agora atenderá também os órfãos decorrente de
feminicídio, assegurando o acesso às políticas públicas e preservando o seu
pleno desenvolvimento até que atinjam a maioridade civil, reduzindo os impactos
sociais e econômicos em suas vidas.
“O feminicídio produz consequências que ultrapassam a vítima
direta, atingindo profundamente seus filhos e dependentes, que frequentemente
passam a enfrentar severas dificuldades emocionais, sociais e econômicas. Trata-se
de situação de extrema vulnerabilidade que demanda resposta adequada do
Estado”, argumentou o governador Lucas Ribeiro no PL apresentado.
Meio Ambiente
Preocupados com o meio ambiente, os deputados aprovaram a
regra que determina a distância mínima para instalação de aerogeradores de
energia eólica em relação a edificações de uso público, coletivo e privado. O
Projeto de Lei 2.061/2024 foi apresentado ao plenário pela deputada Cida Ramos.
O texto especifica que a distância mínima será de 2000m (dois mil metros),
contados a partir do limite externo das referidas edificações. O tema foi
amplamente discutido na ALPB por meio de audiência públicas que reuniram o
poder público e a sociedade civil organizada.
A deputada acrescentou que é notória e louvável a expansão
da capacidade energética instalada no Brasil e na Paraíba, sobretudo no que se
refere às fontes de energia limpa, entretanto, Cida Ramos chamou atenção para
os alertas realizados por diversas entidades nacionais e internacionais, além
de moradores de áreas circunvizinhas aos parques eólicos a respeito de sérios
problemas associados à presença dos aerogeradores em determinadas áreas, como
por exemplo emissão de ruído, o que tem causado falta de sono, náuseas,
tonturas, zumbido e pressão nos ouvidos, dores de cabeça, aumento de pressão
arterial, taquicardia, problemas de concentração e memória e agressividade,
além do dano ambiental.
“Considerando os transtornos causados pela presença de
torres eólicas próximas às áreas residenciais e considerando a ausência de
regulamentação específica que verse sobre este tema, propomos o presente
Projeto de Lei Ordinária que limita a instalação de novas torres eólicas a uma
distância mínima de 2000 m (dois mil metros) de qualquer residência,
comunidade, bem como de construções de uso coletivo públicas ou privadas, como
escolas, hospitais”, explicou. Atualmente, não há legislação federal que
determine a distância mínima para a instalação de torres eólicas.
Os paraibanos podem acompanhar todas as matérias
apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas,
reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo
canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.
Assessoria/ALPB