....
....
18/06/2026

Morre aos 62 anos o jornalista Baptista Chagas de Almeida, que construiu carreira profissional nos Diários Associados



Foto: Arquivo Pessoal


Faleceu nesta quarta-feira (17/6), aos 62 anos, em Belo Horizonte, Baptista José Patrus Chagas de Almeida, um dos mais importantes jornalistas da imprensa mineira, que construiu sua carreira nos Diários Associados, onde foi editor de Política no Estado de Minas, mantendo uma coluna diária. Atuou também como editor no “Correio Braziliense”.

 

Natural de Belo Horizonte e formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Baptista começou sua carreira como estagiário do Estado de Minas, aos 20 anos. Depois tornou-se repórter, editor-assistente, editor de Política e colunista, cargo que o projetou definitivamente no cenário da cobertura dos bastidores do poder, área em que deixou sua marca registrada.

 

Assinou durante cerca de três décadas a coluna “Em dia com a política”, na qual analisava os fatos mais importantes do poder em Minas e no Brasil, trazendo sempre informações exclusivas, com uma dose de humor e ironia.

 

Era conhecido entre os repórteres, principalmente pelos “focas”, termo usado para definir os iniciantes na profissão, pelas inúmeras fontes, informações exclusivas, texto impecável, memória excepcional, paixão pela literatura e pela música e gentileza no trato cotidiano.

 

Formou inúmeros profissionais, sempre com paciência e boas dicas, entre eles um de seus filhos, o jornalista João Henrique Almeida, que também trabalhou no Estado de Minas e hoje é repórter, comentarista e apresentador da rádio 98 FM.

 

Baptista era casado com a educadora Maria Angélica Almeida, com quem teve três filhos, Pedro Gabriel, Mateus e João Henrique, e quatro netos.

 

“Meu pai sempre foi uma pessoa que conquistava todos e de diferentes formas, por sua inteligência, educação, irreverência e lealdade. Deixa um legado gigantesco para a nossa família e amigos. Na profissão, foi e é exemplo para muitos jornalistas. Ainda é comum ouvir de colegas jornalistas a frase: ‘O Bapt é o melhor editor que já tive’. Concordo e completo: é o melhor pai e melhor amigo”, disse João Henrique Almeida.

 

“Baptista foi um dos profissionais mais brilhantes com quem já trabalhei. Sua força de trabalho era absurda. Sua dedicação, seu profissionalismo o fizeram um dos mais talentosos jornalistas da nossa geração. É uma perda enorme para o jornalismo mineiro”, afirmou Josemar Gimenez de Resende, presidente dos Diários Associados e diretor de Redação do Estado de Minas quando Baptista exerceu o cargo de editor de Política.

 

“Além das qualidades conhecidas por todos os profissionais com quem trabalhou, Baptista se destacava pelo tom de humor e de ironia que empregava para comentar os fatos, tornando a cobertura de política menos sisuda e mais atraente para o leitor”, lembrou o atual diretor de Redação do EM, Carlos Marcelo Carvalho, que também trabalhou com o jornalista. “Incansável. Admirável. Baptista foi um grande mestre na redação”, afirmou Renata Neves, editora-executiva do Estado de Minas.

 

EM