
Foto: Divulgação/ALPB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o Projeto
de Lei nº 7.108/2026, que proíbe a venda de produtos como cadernos, estojos,
adesivos, brinquedos e artigos de papelaria que contenham ilustrações, textos
ou imagens associadas à violência, à automutilação, ao suicídio ou a qualquer
conteúdo considerado inadequado ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.
De autoria do presidente da Casa, deputado Adriano Galdino,
a proposta tem como objetivo ampliar a proteção integral da infância ao impedir
que itens presentes no cotidiano escolar contribuam para a banalização de
comportamentos violentos ou autodestrutivos. O texto determina que fabricantes,
distribuidores e estabelecimentos comerciais adotem mecanismos de controle e
verificação dos produtos voltados ao público infantojuvenil. Caso sejam
identificados materiais em desacordo com a legislação, eles deverão ser
imediatamente retirados de circulação.
A matéria também estabelece que caberá aos órgãos de defesa
do consumidor, como o Procon, fiscalizar o cumprimento da norma, sem prejuízo
da atuação do Ministério Público e de outros órgãos responsáveis pela proteção
da infância e juventude. Entre os objetivos previstos estão a promoção de um
ambiente de consumo mais seguro, a prevenção da exposição precoce a conteúdos
potencialmente nocivos e a orientação dos fornecedores quanto à
responsabilidade social na oferta de produtos destinados a crianças e
adolescentes.
Na justificativa apresentada ao projeto, Adriano Galdino
afirma que a iniciativa busca responder a situações que vêm despertando
preocupação entre famílias e educadores. “O presente projeto de lei tem por
finalidade proteger o público infantojuvenil da exposição precoce e indevida a
conteúdos que incentivem comportamentos violentos, autodestrutivos ou
emocionalmente danosos, muitas vezes disseminados de forma camuflada em
produtos de papelaria, brinquedos e materiais escolares”, registra o deputado.
Ainda segundo o parlamentar, episódios recentes envolvendo a comercialização de
itens com referências à violência “revelam uma preocupante tendência de
naturalização da violência no cotidiano infantil”.
Assessoria/ALPB