
Fotos: Reprodução/Redes Sociais
Uma mulher morreu depois de ter o intestino perfurado
durante uma colonoscopia no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona
Leste de São Paulo. Ela passou por uma cirurgia de emergência após uma
complicação no exame, mas não resistiu e teve a morte confirmada na tarde de
quarta-feira (29/7).
Mariana dos Santos Candido, tinha 41 anos, e segundo
familiares, o procedimento havia sido marcado como exame de rotina.
A mãe da mulher a acompanhava e foi informada por uma
enfermeira sobre a complicação enquanto aguardava a saída da filha da sala de
exame. Ao UOL, a tia da vítima, Mara Pongelupi, explicou que Mariana saiu da
sala do exame em uma maca, desacordada, direto para a sala de cirurgia, e que a
operação durou seis horas. "Quando ela saiu da cirurgia, ela já saiu
intubada e com ventilação mecânica, em coma induzido. Ontem a minha irmã foi
fazer a visita e informaram o óbito dela", contou Mara.
No relatório de internação, a médica que fez a cirurgia
relata que Marina sofreu uma “laceração na parede da mucosa do cólon sigmóide”,
que é parte final do intestino grosso, pouco antes do reto. Ela não detalhou
qual foi a extensão do ferimento, mas explicou que precisou retirar uma parte
do intestino da paciente durante a operação.
Segundo a família, Mariana não tinha problemas de saúde
conhecidos e realizava o exame pela primeira vez, por recomendação médica em
razão de um histórico familiar de câncer colorretal. Ela era agente de organização escolar e havia
acabado de comemorar a conquista de um novo emprego.
A familiar também criticou a falta de informações prestadas
à família após a intercorrência médica. Segundo ela, representantes do hospital
disseram que o exame foi realizado por um serviço terceirizado instalado dentro
da unidade. “Eles não quiseram passar o nome do laboratório, nem o nome do
médico. Disseram que era um laboratório terceirizado”, disse Mara.
Em nota ao Correio, a Secretaria Municipal de Saúde de São
Paulo (SMS) informou que abriu de maneira imediata, uma Sindicância interna
junto à Clínica de Endoscopia Salinas Ltda, responsável pela realização do
exame da paciente, para apurar todos os detalhes ocorridos durante a
intercorrência. Segundo a entidade, a empresa citada presta serviço há 25 anos
na unidade.
A SMS disse também que lamenta profundamente a perda da
paciente e que a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada,
com a direção do hospital seguindo à disposição da família.
A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e morte
acidental. Mariana deixou três filhos, de 20, 15 e 9 anos.
Correio Braziliense