
Foto: Renata Medeiros/Secom-JP
“Nosso projeto consiste no desenvolvimento de um dispositivo
voltado para a preservação da mata ciliar situada em áreas urbanas. Criamos um
robô equipado com sensores que, ao detectar o aumento do nível da água durante
períodos de chuva intensa, envia um alerta automático à Defesa Civil”. O relato
é do estudante Arthur Bento, da Escola Municipal Cícero Leite, e resume bem o
ensino da rede municipal de João Pessoa: consciência, tecnologia e educação
caminhando juntas, como destacou o prefeito Leo Bezerra durante o Torneio
Pessoense de Robótica.
O evento, que acontece neste sábado (1º) e domingo (2), no
Centro Municipal de Educação de Atividades Pedagógicas Integradas Arthur da
Costa Freire (Cemapi), em Mangabeira, reúne mais de 700 estudantes da rede
municipal, que apresentam projetos desenvolvidos a partir de desafios reais
enfrentados pela sociedade, colocando em prática conhecimentos de programação,
robótica, inovação e sustentabilidade.
Durante a abertura do torneio, o prefeito Leo Bezerra
visitou todos os estandes montados no Cemapi, conheceu de perto os projetos
desenvolvidos pelos estudantes e também passou pelo espaço de games, uma das
atrações do evento. Durante a visita, o gestor conversou com as equipes, ouviu
as explicações sobre as iniciativas apresentadas, parabenizou os alunos pelo
alto nível da competição e destacou a educação municipal entre as melhores do
Brasil.

Foto: Renata Medeiros/Secom-JP
“Temos a melhor educação pública, com professores
valorizados e recebendo a maior remuneração com gratificação do Brasil. A
tecnologia está presente em toda a nossa rede, com o ensino da robótica, e
também estamos implantando as salas Google e Maker, que estão fazendo a
diferença na vida dos nossos alunos. Essa competição é a prova de que estamos
no caminho certo e somos referência em tecnologia para todo o País”, ressaltou
Leo Bezerra.
Tecnologia e aprendizado
Mais do que uma competição, o Torneio Pessoense de Robótica
se consolida como um espaço de aprendizado, criatividade e protagonismo
estudantil, incentivando crianças e adolescentes a desenvolverem soluções
inovadoras para problemas do cotidiano, aliando tecnologia, responsabilidade
social e compromisso com o meio ambiente.
A secretária municipal de Educação e Cultura (Sedec),
América Castro, informou que a competição representa uma oportunidade valiosa
para promover uma disputa saudável e inspiradora entre todas as nossas escolas
de ensino fundamental, que participam ativamente da programação ao longo desses
dois dias.

Foto: Renata Medeiros/Secom-JP
“Trata-se de um momento de estímulo à criatividade e ao
letramento digital. Complementarmente, já disponibilizamos recursos como o
‘Code’, salas Google e salas Maker, estruturas que visam aprimorar o desempenho
dos estudantes, permitindo que desenvolvam suas competências e se aperfeiçoem
continuamente através do aprendizado tecnológico”, destacou a secretária.
Qualificação para maior competição do mundo – O Torneio
Pessoense de Robótica classifica os participantes para a etapa nacional da
First Lego League (FLL), a maior competição de robótica do mundo. O evento
transcende a tecnologia, englobando também o pensamento científico: os
estudantes desenvolvem e defendem projetos de pesquisa perante uma banca de
jurados.
“Além disso, há a fase prática na arena, que exige a
execução de desafios específicos com os robôs, e a avaliação que prioriza o
trabalho em equipe, a ética e a cidadania. Portanto, essa iniciativa não se
limita a uma disputa técnica: trata-se de um processo de formação de cidadãos
capazes de solucionar problemas complexos, preparando-os adequadamente para as
demandas do século XXI”, explicou Diego Araújo, diretor de Tecnologia da
Secretaria Municipal de Educação (Sedec).

Foto: Renata Medeiros/Secom-JP
Geração do futuro
Voltando ao aluno que iniciamos essa reportagem, o projeto
desenvolvido por Arthur Bento nasceu da observação dos impactos causados pelas
fortes chuvas e pelo descarte irregular de lixo nos rios urbanos. “A proposta
utiliza sensores para monitorar o nível da água e emitir alertas automáticos à
Defesa Civil em situações de risco, além de reforçar a importância da
preservação da mata ciliar, do descarte correto de resíduos e do uso consciente
da água”, refletiu o estudante do 6⁰ ano da Escola Municipal Cícero Leite, no
Planalto da Boa Esperança.
Max Oliveira/Felipe Silveira, com foto: Renata Medeiros/Secom-JP