
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Uber foi condenada a pagar US$ 40 milhões à família de uma
jovem que morreu em uma rodovia no Condado de Orange, nos Estados Unidos, após
um motorista do aplicativo deixá-la na beira da estrada. O caso ocorreu em 12
de agosto de 2023.
Carol Normandin e Ken Parker relataram que a filha, Emily
Normandin-Parker, de 23 anos, e uma amiga solicitaram uma corrida pela Uber.
Durante a viagem, a amiga de Emily passou mal e vomitou dentro do veículo.
Em resposta, o motorista parou na lateral da rodovia State
Route 73 e ordenou que as duas mulheres saíssem do carro. Emily foi fatalmente
atropelada por outro veículo enquanto o carro do aplicativo se afastava.
"A razão pela qual estamos falando é porque ele não
assumiu a responsabilidade, e a Uber também não", disse Parker. "Eles
ainda não estão assumindo a responsabilidade. Não queremos que isso aconteça
com outra mãe ou outro pai."
Durante uma audiência de arbitragem de cinco dias, a Uber
argumentou que o motorista era um contratado independente, conforme a lei da
Califórnia, e que a empresa não deveria ser responsabilizada por suas ações. Um
juiz aposentado, atuando como árbitro, concedeu a Normandin e Parker US$ 20
milhões cada um.
Em comunicado, a Uber manifestou discordância com a decisão.
"Nenhuma família deveria ter que sofrer a perda de um filho, e nossos
pensamentos continuam com a família Normandin-Parker. Embora respeitemos o
processo de arbitragem, acreditamos que o árbitro errou ao responsabilizar
legalmente a Uber pelos trágicos eventos daquela noite."
Após a decisão, a Uber ofereceu um acordo que proibia os
pais de discutirem publicamente o incidente, com uma cláusula de multa de US$
10 milhões para cada vez que o fizessem. O acordo foi recusado pela família,
que afirmou que o caso nunca foi sobre dinheiro.
Os pais criaram a Fundação Emily Normandin-Parker para
homenagear a filha e defender regulamentações de segurança mais rígidas para
aplicativos de transporte. "Em um carro particular, valem as regras que
eles têm. Depende do que os ofende. Acho que todo o modelo de negócio de alguém
entrar no carro de um estranho é simplesmente perigoso", afirmou
Normandin.
EM