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10/07/2019

Justiça decreta prisão de policial que matou homem dentro de cinema, na frente da filha de 16 anos, após discussão por poltrona


Foi decretada em audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (10) a prisão preventiva do policial militar Dijavan Batista dos Santos, que matou o bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho dentro de uma sala de cinema em um shopping de Dourados (MS) no último dia 8. De acordo com a polícia, a briga entre os dois teria começado por conta das poltronas que ocupavam.

 

De acordo com a decisão do juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3° Vara Criminal de Dourados, a Justiça levou em consideração o fato do crime ter acontecido em "uma sala de cinema lotada de pessoas no período vespertino [14h] em uma sessão de filme destinado ao público jovem sendo período de férias onde, por lógica, as sessões ficam mais cheias de crianças e adolescentes". Segundo a polícia, na sala de cinema havia 170 pessoas e entre elas, muitas crianças.



 

O juiz também considerou uma "aparente motivação fútil" pelo fato da morte ter acontecido após uma briga relacionada à numeração dos assentos das poltronas que ocupavam. No entendimento do juiz, esses fatores apontam para o fato de que o PM deveria ficar preso:

 

"Tudo isso estaria a indicar a periculosidade social do autuado, policial militar, cujo comportamento esperado é de equilíbrio e discernimento quanto à necessidade de se efetuar disparo de arma de fogo dentro de um local com grande aglomeração de pessoas, com possibilidades de saída restritas", diz a decisão.

 

O policial estava lotado na divisão Ambiental. Ele deve ser transferido para o Presídio Militar na capital, mas não há uma data prevista. O advogado de Dijavan, Leonardo Arosio, informou em nota que "até o momento, dada a complexidade do caso, não houve tempo hábil para coletar provas suficientes e comprovar a veracidade dos fatos ocorridos, faltando depoimento de várias testemunhas e a juntada de laudos periciais", declarou.

 

Entenda o caso

 

O bioquímico Julio Cesar Ceveira Filho de 43 anos, foi morto dentro da sala 1 do Cine Araújo que fica no shopping Avenida Center em Dourados. Ele foi atingido com um tiro na região do tórax que transfixou o pescoço. Julio foi assassinado na frente da filha de 16 anos.

 

O autor do disparo, o PM Dijavan Batista dos Santos estava no cinema com seus dois filhos, um de 14 e um de 10 anos. A sala exibia o filme "Homem-Aranha: Longe de Casa". De acordo com a polícia, a briga teria começado por conta das poltronas que ocupavam. A arma do policial militar, segundo a polícia, não era registrada, o PM alegou ter herdado-a do pai.

 

Imagens de câmeras de segurança mostram a briga que terminou com a morte de Julio. Na imagem é possível ver que o Julio está sentado na mesma fileira, ao lado de um dos filhos de Dijavan. Em seguida, o menino troca de lugar e Julio se levanta, aproxima-se do garoto e parece discutir com ele. Depois volta a seu lugar.

 

Na sequência ele levanta novamente e vai até uma pessoa sentada ao lado do adolescente, que, de acordo com o boletim de ocorrência, seria o PM, e os dois discutem. Este se levanta. Outras pessoas na fileira da frente levantam também tentando parar a briga. Júlio senta novamente. Em seguida, ele levanta e sai seguido pela filha, passando pelo grupo. O PM vai atrás do homem, momento em que teriam ido até a porta do cinema e entrado em luta corporal, porém as câmeras não captaram a cena. A sequência da imagem já mostra as pessoas na sala levantando e correndo – G1.

 

Carlos Magno

 

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