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31/07/2020

Segunda onda de Covid-19 poderia causar 120.000 mortes no Reino Unido, diz estudo da Academia de Ciências Médicas


Uma segunda onda de contaminação da COVID-19 neste inverno europeu poderia causar até 120.000 mortes nos hospitais do Reino Unido, no pior cenário "razoável" sem preparação adequada, segundo estudo da Academia de Ciências Médicas que será publicado nesta terça-feira (14).

 

"Não é uma previsão, é uma possibilidade", enfatizou em comunicado o professor Stephen Holgate, que comandou a elaboração do relatório por 37 especialistas, solicitado pelo governo do primeiro-ministro Boris Johnson.

 

O relatório alerta que "uma preparação intensa" é necessária a partir de agora para reduzir o risco do serviço publico de Saúde (NHS) sofrer um colapso neste inverno europeu.



 

Alguns estudos temem que o novo coronavírus, responsável pela morte de cerca de 45.000 pessoas no Reino Unido, país mais atingido pela doença na Europa, se propague com mais força durante a temporada fria.

 

Embora o relatório explique que existe um "alto grau de incerteza" sobre a evolução da epidemia da COVID-19, o "pior cenário razoável" prevê um aumento da taxa de reprodução do vírus de 1,7 a partir de setembro. Este dado, que corresponde ao número médio de pessoas que se infectam através de outra pessoa já infectada, está atualmente entre 0,7-0,9 no país.

 

As previsões estabelecidas sobre a base deste tipo de cenário citam picos de mortes e admissões em hospitais de janeiro e fevereiro de 2021 "similares ou piores" aos da primeira onda da primavera, coincidindo com o habitual aumento da atividade no sistema hospitalar devido a doenças sazonais.

 

O número de mortes relacionadas à COVID-19 entre setembro de 2020 e junho de 2021 poderia chegar a 119.900.

 

Contudo, a estimativa não leva em consideração ações do governo para reduzir a taxa de contaminação, nem a utilização de dexametasona, corticoide que permite reduzir a taxe de mortalidade dos pacientes em estado grave, segundo os autores do estudo.

 

Os especialistas defendem, entre outras medidas, a realização de campanhas de informação para o público, o aumento da capacidade de testes diagnósticos e que pessoas nos grupos de risco e trabalhadores da saúde se protejam dos efeitos mais graves da gripe se vacinando – AFP.

 

Carlos Magno

 

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