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05/12/2020

Hamilton Mourão fala em “intrigas palacianas” e diz que parte dos assessores de Bolsonaro distorce fatos


O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (04) que vê influência de "intrigas palacianas" no relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro e que há assessores presidenciais que distorcem fatos.

 

Mourão afirmou ver “incompreensão” desses auxiliares de Bolsonaro sobre o trabalho desenvolvido pela vice-presidência, mas ressalvou que o relacionamento com o presidente é baseado em “lealdade” e “disciplina intelectual”.



 

“Olha, em muitos aspectos sim. Em outros, muitas vezes, há uma certa incompreensão. Mas isso eu coloco sempre fruto, vamos dizer assim, das intrigas palacianas, que são comuns em todo e qualquer governo”, disse Mourão.

 

As declarações foram dadas em uma entrevista ao advogado Paulo Roque. Mourão foi questionado se julgava estar conseguindo ajudar o governo Bolsonaro. Perguntado sobre a tal "incompreensão" citada, Mourão fez referência aos assessores presidenciais.

 

"Muitas vezes a incompreensão de parte dos assessores do próprio presidente. Que procuram distorcer fatos e levar uma outra realidade em relação às ações que eu tenho procurado realizar”, declarou.

 

Mourão disse que lida com as intrigas "da forma mais calma possível" para não "transformar esse ruído em algo muito maior do que ele é, um mero ruído”.

 

O vice-presidente afirmou ainda que considera que é "extremamente leal" nas atividades que desenvolve e "extremamente coerente na minha maneira de pensar e buscar assessorar o presidente".

 

Relação com Bolsonaro

 

O vice-presidente afirmou que o relacionamento com o presidente é baseado na "lealdade" e na "disciplina intelectual" para entender e seguir as ideias do governo.

 

"Esse é nosso relacionamento, é um relacionamento então baseado na lealdade e disciplina intelectual de forma que eu consiga efetivamente assessorar e auxiliar o presidente na difícil tarefa de governar o Brasil", disse Mourão.

 

Mas, recentemente, a relação entre Mourão e Bolsonaro foi marcada por declarações em sentidos opostos.

 

Em novembro, após vazar um estudo do Conselho da Amazônia que propunha expropriar terras de quem desmatasse, Bolsonaro ameaçou demitir quem apresentasse a ideia "a não ser que essa pessoa seja 'indemissível".

 

Em outubro, Mourão contrariou Bolsonaro, após o presidente dizer que o Brasil não compraria a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

 

"Lógico que vai", disse Mourão ao ser questionado sobre a compra da vacina em entrevista à revista 'Veja'. O vice-presidente disse que polêmica sobre imunização é apenas 'briga política' com João Doria.

 

Vacina contra Covid-19

 

Mourão foi questionado se tomaria a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

 

“Eu tomo qualquer vacina. Não tem problema nenhum, desde que seja certificada pela Anvisa. A Anvisa certificando, estou pronta para tomá-la. Tenho 67 anos de idade, faço parte do grupo de risco”, afirmou.

 

O vice-presidente também declarou que o governo errou em não definir uma diretriz para o combate à pandemia.

 

"Foi até uma falha que nós tivemos. Nós poderíamos ter feito uma diretriz. Fizemos isso de forma informal, vamos colocar assim. Quando eu falei ali na primeira parte que nós fizemos uma disseminação das melhores práticas, isso nada mais é que uma diretriz. Mas ela poderia ter abordado outros aspectos. Como questão de isolamento, tipo de isolamento, formas das pessoas se relacionarem. Tudo isso poderia ter sido melhor abordado", disse – G1.

 

Carlos Magno

 

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