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24/12/2020

Anac autoriza e Gol retoma voos com Boeing 737 Max no Brasil; avião estava impedido de voar após dois acidentes que mataram 346 pessoas


A Gol Linhas Aéreas retomou no último dia 09 de dezembro, suas operações com o Boeing 737 MAX em rotas nacionais, após aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em novembro. O modelo estava impedido de voar após dois acidentes, na Indonésia e na Etiópia, que mataram 346 pessoas em 2018 e 2019.

 

De acordo com a companhia aérea, antes de reintegrar as aeronaves à sua frota, foram realizados treinamentos para 140 pilotos em conjunto com a Boeing, nos Estados Unidos, e uma "série rigorosa" de voos técnicos.



 

A Gol aponta ainda que o 737 Max é "fundamental para os planos de expansão" da empresa, por sua maior eficiência de combustível e redução nas emissões de carbono, e que, até o final de dezembro, todas as 7 aeronaves da frota deverão estar liberadas para voar.

 

"O MAX está entre as aeronaves mais eficientes da história da aviação e a única a passar por um processo completo de recertificação, garantindo os mais altos níveis de segurança e confiabilidade", disse Paulo Kakinoff, diretor presidente da Gol.

 

Aprovação da Anac

 

A Anac aprovou o retorno das operações do Boeing 737 MAX no último dia 25 de novembro, e informou que está trabalhando com a empresa para assegurar a implementação de qualquer adaptação necessária e treinamento de aeroviários para garantir a segurança dos passageiros.

 

O retorno das operações foi permitido com a revogação de uma Diretriz de Aeronavegabilidade de Emergência (número 2019-03-01) que proibia a operação do avião da Boing no Brasil. A suspensão havia ocorrido em março de 2019.

 

Entenda a crise

 

A decisão de manter no chão as aeronaves 737 MAX em março de 2019, depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.

 

Um painel da Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737 MAX resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA. "Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA", concluiu o relatório.

 

Em meio à crise, a Boeing decidiu também rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área da aviação comercial da Embraer, que previa a criação de empresa conjunta de US$ 5 bilhões que teria controle da gigante americana – G1.

 

Carlos Magno

 

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