....
....

18/04/2021

Caso Henry Borel: filho de ex-namorada de Dr. Jairinho voltou com o fêmur quebrado após sair com o vereador


Débora Melo Saraiva, ex-namorada do vereador Dr Jairinho, revelou para a polícia na última sexta-feira (16) que seu filho foi a uma festa infantil com o médico e voltou com uma lesão na perna.

 

Segundo relato de Débora, Jairinho, que foi preso após o assassinato de Henry Borel, de quatro anos, teria dito à ex-companheira que gostaria de sair sozinho com a criança porque sua ex-mulher, Ana Carolina Netto, não o deixava ver o próprio filho. “Deixa eu levar ele. Porque a Ana não deixa eu levar o meu filho, não deixa eu ver o meu filho. Deixa eu levar o seu, eu que cuido, eu que sou o pai. Só quero levá-lo para se divertir”, teria dito o político.



 

De acordo com a mulher, pouco tempo depois, o suspeito ligou dizendo que o menino havia torcido o joelho. Ao ser examinado por médicos, concluiu-se que não se tratava de uma torção, mas sim de uma fratura no fêmur. Para Débora, foi estranho o filho não ter chorado em nenhum momento, mesmo diante da lesão grave.

 

Débora também revelou que o filho, hoje com 8 anos, relatou para ela que, em 2015, quando tinha menos de 3 anos, foi vítima de outra violência do vereador. O jovem contou que Jairinho colocou um papel e um pano em sua boca, avisando que ele não poderia engoli-los. Na sequência, ele teria deitado a criança no sofá da sala e pisou com os pés sobre o corpo do menino.

 

Em seu depoimento, a mulher disse que “não é capaz de contabilizar” as inúmeras agressões de que foi vítima. Ela relatou que uma vez recebeu um “mata leão”, foi arrastada pela casa e mordida três vezes no couro cabeludo. Em outra ocasião, a mulher foi chutada por Jairo, o que provocou a fratura de um dos seus dedos do pé.

 

Valéria Batalha, ex-empregada de Débora, foi localizada por policiais e citou ao menos quatro episódios de agressões por parte de Jairinho. Em uma das vezes, um filho da mulher chegou a ficar internado cerca de uma semana, acompanhada da avó, que, segundo ela, chamava o acusado de “Monstro”.

 

Batalha ainda contou que certa vez, uma das crianças “ficou com o rostinho muito roxo, os olhinhos fechados” e passou mais de uma semana hospitalizada – Istoé.

 

Carlos Magno

 

VEJA TAMBÉM:

Cheirar pum pode prevenir câncer, AVC, ataque cardíaco, artrite e demência, diz estudo de universidade do Reino Unido

- Assassinato de moradores de rua em Campina Grande-PB gera comoção: radialista faz artigo em homenagem a "Maria Suvacão"

- UEPB vai ganhar curso de Medicina no campus de Campina Grande. Veja detalhes

-
Cliente que passar mais de 20 minutos em fila de banco na Paraíba receberá indenização

- Jovem forja a própria morte para saber "quais pessoas se importariam com sua ausência" e vem a público pedir desculpas