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20/06/2021

Senadora Nilda Gondim lamenta aprovação de MP e acredita que privatização da Eletrobras penaliza consumidor


A senadora Nilda Gondim (MDB-PB) lamentou o resultado da votação que autorizou o governo a privatizar a empresa Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras). Por 42 votos a 37, os senadores aprovaram o Projeto de Lei de Conversão nº 7/2021, resultante da Medida Provisória nº 1031/2021 (que dispõe sobre a desestatização da Eletrobras), sob protesto de inúmeras entidades da sociedade civil organizada, como também de quase metade dos parlamentares integrantes da Casa, dentre os quais a senadora Nilda Gondim e o senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba.

 

Relatado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), o projeto sofreu mudanças no texto original e por isso terá que ser analisado e votado novamente pela Câmara dos Deputados. A previsão é de que a matéria seja colocada em discussão antes do dia 22 de junho (terça-feira próxima), sob pena de caducidade da Medida Provisória nº 1031/2021, e da perda de sua validade.



Foto: Divulgação/Assessoria

 

Desde o início das discussões sobre o tema, a senadora Nilda Gondim se declarou contrária à privatização da Eletrobras por considerar que a venda da empresa estatal para o setor privado significará a renúncia do Estado Brasileiro a um ativo estratégico para o desenvolvimento e para a segurança nacional, com a consequente perda do controle sobre a geração e a distribuição de energia elétrica no País.

 

Durante a sessão remota que discutiu a matéria no Senado, iniciada na quarta-feira (16) e encerrada na noite de quinta-feira (17), Nilda Gondim defendeu a derrubada do projeto afirmando que “a Eletrobras é uma empresa enxuta e lucrativa; um patrimônio nacional cuja venda ao capital privado vai trazer um grande prejuízo para os brasileiros, especialmente para os menos favorecidos, os mais vulneráveis, que passarão a arcar com uma tarifa de energia elétrica bem mais alta”.

 

Ao final da sessão, Nilda Gondim lamentou o resultado da votação, mas se disse tranquila por ter “combatido o bom combate”, por ter cumprido o seu dever e a sua missão de defender os interesses da coletividade da Paraíba e do Brasil.

 

Catástrofe

 

Na tarde de quinta-feira, em breve pronunciamento durante a discussão do projeto, a senadora paraibana sustentou a tese de que a privatização da Eletrobras significará uma verdadeira catástrofe que vai de encontro aos interesses da coletividade brasileira. “Pegar uma empresa tão importante para o Brasil e tão lucrativa e entregá-la ao capital privado, seja nacional ou estrangeiro, sem nem saber quanto vai ser pago por ela; isso é inadmissível e nos leva a crer que há algo muito estranho por trás dessa pressa inconsequente e revoltante. Por isso a minha indignação e a minha força de vontade de ajudar a impedir que o Brasil não perca para o capital privado essa empresa que é estratégica para sua soberania”, enfatizou – Assessoria.

 

Carlos Magno

 

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