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03/07/2021

Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e a favor da vacina; veja como foram os protestos em cada estado


Manifestantes foram às ruas neste sábado (3) para protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra Covid-19. Foram registrados atos em 22 Estados, mais Distrito Federal, e em mais de 90 cidades.

 

Assim como aconteceu em atos semelhantes em maio e junho, as manifestações foram pacíficas. No geral, os manifestantes pediam mais vacina, o impeachment de Bolsonaro e volta do auxílio emergencial de R$ 600.



Foto: Reprodução/Instagram/CUT

 

A maioria dos manifestantes usava máscara. Em alguns momentos, houve aglomeração, apesar dos alertas sobre distanciamento social.

 

Veja a situação das manifestações pelo país:

 

Alagoas

 

Mesmo com chuva, muitos manifestantes foram às ruas neste sábado para protestar em Alagoas contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra a Covid-19. Os atos estão acontecendo em Maceió e Arapiraca. Já em Penedo e Palmeira dos Índios, os protestos programados foram cancelados devido à chuva.

 

Em Maceió, com bandeiras do Brasil e placas de 'Fora Bolsonaro', os manifestantes pedem mais vacina, cobram impeachment do presidente e criticam a conduta do governo federal no combate à pandemia.

 

Bahia

 

Manifestantes foram às ruas neste sábado para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e em defesa da vacinação contra a Covid-19. Os atos aconteceram em Salvador, Alagoinhas e Feira de Santana.

 

Ceará

 

Manifestantes foram às ruas na manhã deste sábado para protestar no Ceará contra o governo do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra a Covid-19. Os atos aconteceram em Fortaleza, Caucaia e Juazeiro do Norte, segunda cidade mais populosa do Estado.

 

Distrito Federal

 

Manifestantes realizam protesto, neste sábado, contra o presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O grupo começou a se concentrar às 16h, em frente ao Museu da República – localizado a dois quilômetros do Congresso Nacional. Todas as faixas em direção à Praça dos Três Poderes estão ocupadas. Participantes carregam cartazes e faixas com dizeres "Fora Bolsonaro" e "Somos a favor da democracia".

 

Espírito Santo

 

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro é realizado neste sábado em Vitória. Os manifestantes se concentraram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) por volta das 14h30. Da universidade, eles seguem em caminhada por avenidas da capital capixaba.

 

Goiás

 

Em Goiânia, os manifestantes pedem a vacinação em massa no país, a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo os organizadores, todos os participantes foram orientados quanto ao uso de álcool em gel e em relação ao distanciamento social durante o ato.

 

Em Anápolis, a 55 km da capital, manifestantes se reuniram com faixas e cartazes na Praça Americano do Brasil, no centro da cidade. Eles pediam vacina para todos, a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e a saída de Bolsonaro da presidência. O ato foi encerrado por volta das 12h.

 

As cidades de Catalão, Jataí e Rio Verde também tiveram protestos contra o governo Bolsonaro.

 

Maranhão

 

Em São Luís, a concentração foi feita na Praça Deodoro, no Centro Histórico da capital, onde faixas e cartazes demandavam mais vacinas contra a Covid-19, exigiam a volta do auxílio emergencial, pediam o impeachment do presidente e do vice, Hamilton Mourão, e repudiavam o cenário político do país.

 

O protesto contou, ainda, com a apresentação cultural do Boi União da Baixada, tradicional no São João do Maranhão.

 

Mato Grosso

 

Um protesto contra o governo reúne diversas pessoas neste sábado, em Cuiabá. O grupo pede a saída do presidente Jair Bolsonaro, vacinação em massa, aumento do auxílio emergencial e testagem da população. Os manifestantes seguiram em passeata pelo centro da cidade com faixas e cartazes, com frases como 'Fora Bolsonaro, vacina no braço e comida no prato' e 'Bolsonaro genocida'.

 

Mato Grosso do Sul

 

Em Campo Grande, os manifestantes exibiram faixas e cartazes de "fora Bolsonaro" em defesa da vida, emprego e democracia. Segundo os organizadores 1,5 mil pessoas estiveram presentes no ato.

 

Minas Gerais

 

Na Região Central de Belo Horizonte, um grupo de manifestantes colocou fogo em pneus e interditou o elevado Dona Helena Greco, na Região Central da cidade. Eles gritavam expressões de ordem contra o governo Bolsonaro. O protesto contou com cartazes e faixas que se posicionavam contra o fascismo. A mobilização também lembrou a morte de Marielle Franco, ocorrida em março de 2018.

 

De acordo com a Polícia Militar, a intervenção começou por volta das 6h. Não houve registro de violência e o grupo se dispersou rapidamente pelas ruas do Centro da capital. Os militares também acionaram o Corpo de Bombeiros para conter as chamas e fazer a retirada dos pneus.

 

Pará

 

Em Belém, os manifestantes iniciaram a concentração às 8h na praça da República, partindo em caminhada pela avenida Assis de Vasconcelos até a avenida Boulevard Castilho França, onde passaram pelo Mercado de Ver-o-Peso. O fim da passeata aconteceu na praça do Relógio.

 

A motivação da manifestação foi devido as recentes oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado Federal para avaliar possíveis irregularidades na gestão da pandemia da Covid-19 e as acusações de crime de prevaricação no caso da compra da vacina indiana Covaxin, superfaturadas, pelo Governo Federal.

 

Paraíba

 

Em João Pessoa, a concentração começou por volta das 9h, na frente do colégio Lyceu Paraibano, no Centro da capital paraibana. Às 10h30, o protesto seguiu pelo Parque Solón de Lucena até o Ponto de Cem Réis.

 

Os manifestantes carregaram cartazes com dizeres contra o presidente Jair Bolsonaro e pedidos por mais doses da vacina. Na concentração, desenharam no chão corpos e colaram fotos de pessoas que morreram vítimas da Covid-19.

 

Paraná

 

Moradores de Foz do Iguaçu, Cascavel, no oeste, e Guarapuava, na região Central, também foram às ruas para protestar contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra Covid-19. Nas três cidades os protestos foram pacíficos e os manifestantes percorreram vias com cartazes pedindo mais vacinas e o impeachment do presidente.

 

A capital, Curitiba, também registrou atos contra o governo.

 

Pernambuco

 

Em Recife, o ato aconteceu no centro da cidade e foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais, que pediram também vacinação contra a Covid-19 e testagem em massa da população.

 

Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais, que pediram também vacinação contra a Covid-19. Em fila indiana e respeitando o distanciamento social, os grupos levaram faixas com frases contra governo Bolsonaro e falaram palavras de ordem. "Fora Bolsonaro" e "Recua Bolsonaro" foi uma das mais utilizadas.

 

Piauí

 

Em Teresina e em Picos, manifestantes pediram a saída de Bolsonaro do governo federal, mais vacinas contra a Covid-19, investigação das suspeitas de pedido de propina para compra dos imunizantes e suspeita de prevaricação pelo presidente, além de pedido de aumento do valor do auxílio emergencial para R$ 600.

 

O público fez uso de máscaras e havia distribuição do item de segurança, além de álcool em gel, durante a manifestação, para conter a disseminação do coronavírus.

 

Rio de Janeiro

 

O ato realizado no centro do Rio de Janeiro foi convocado por movimentos sociais, partidos políticos e centrais sindicais. Além de protestarem contra o governo federal, com cartazes e faixas, os manifestantes pedem mais agilidade na vacinação contra a Covid-19, o fim das privatizações, mais respeito a comunidade LGBTQIA+ e a volta do auxílio emergencial.

 

Rio Grande do Norte

 

Manifestantes foram às ruas neste sábado em Natal em protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e em defesa da vacinação contra a Covid-19. Na capital potiguar a concentração começou por volta das 15h na esquina das Avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha, no bairro Tirol, Zona Leste. Às 16h os manifestante saíram em caminhada em direção à Praça de Mirassol.

 

Rondônia

 

Em Porto Velho, o ato foi convocado por movimentos estudantis e sociais. A concentração começou por volta das 9h na Praça das Três Caixas D’Água. Ato deve se estender em uma carreata na Avenida Sete de Setembro.

 

Faixas, cartazes e palavras de ordem pediam por mais vacinas para a população, mais segurança para a população do campo e o impeachment de Bolsonaro. Manifestantes também espalharam cruzes pela praça para simbolizar as vítimas da Covid no estado.

 

Roraima

 

Manifestantes realizaram nesse sábado (3) um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o garimpo ilegal em Roraima. O ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais, que também pediram vacinação contra a Covid-19.

 

A concentração começou por volta das 9h e seguiu até às 11h30, na Praça Augusto Germano Sampaio, na zona Oeste de Boa Vista. Os manifestantes realizaram uma caminhada e carreata pela região.

 

Santa Catarina

 

Em Florianópolis, Joinville, Chapecó e outras cidades de Santa Catarina, os manifestantes pediram o afastamento do presidente, relembraram as mais de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19 e cobraram por vacinação.

 

A maioria dos manifestantes utilizava máscaras de proteção e manteve o distanciamento. Cartazes e faixas com as escritas “Vacina no braço, já”, “Fora Bolsonaro” e “Abaixo Bolsonaro, agora” foram carregados pelos participantes durante os eventos.

 

São Paulo

 

Em Sorocaba, a concentração começou por volta das 9h no estacionamento da prefeitura. Depois, os veículos seguiram até a Praça Coronel Fernando Prestes, onde haverá concentração para a passeata nas ruas do centro.

 

As pessoas utilizavam máscara, conforme determinado por decreto estadual contra o novo coronavírus. Os moradores saíram em carreata sentido à Ponte Torta, onde haverá ato às 11h. A manifestação segue pacífica.

 

Em Jundiaí, a concentração dos manifestantes foi no Paço Municipal às 9h30, onde houve arrecadação de alimentos. O protesto também é contra o presidente Jair Bolsonaro.

 

Em Bauru, o ato foi organizado sindicatos, partidos políticos, estudantes e indígenas. Os manifestantes destacam as mais de 518 mil mortes por Covid-19 no país e as 1.073 mortes registradas na cidade até esta sexta-feira (3).

 

Eles também pedem mais vacinas para a população. Além de serem a favor do impeachment do presidente, os indígenas carregam faixas pedindo a demarcação de terras indígenas e se posicionando contra o marco temporal.

 

Em Piracicaba, os grupos reivindicaram a derrubada do governo, pelo atraso na compra de vacinas, omissões no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e agravamento da crise econômica. Também apoiam a luta dos indígenas pela demarcação de terras e criticam atos policiais que resultam em mortes.

 

Araçatuba e Jales também tiveram protestos contra Bolsonaro.

 

No litoral, a cidade de Praia Grande registrou ato pacífico, que começou na Praça 19 de Janeiro, por volta das 10h, e seguiu pela Avenida Costa e Silva, do Bairro Boqueirão até a Praça das Cabeças. Os manifestantes pediram mais vacinas contra a Covid-19 e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

 

Na capital, a maior manifestação do Estado: a concentração é na Avenida Paulista, que está interditada nos dois lados.

 

Sergipe

 

Apesar do tempo chuvoso, manifestantes foram às ruas em Aracaju para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. O ato começou por volta das 14h, na Praça da Bandeira, no Centro. Grupos com bandeiras e placas pediram mais vacinas, reclamaram da conduta do governo federal no combate à pandemia e pediram o impeachment do presidente.

 

Exterior

 

Em Londres (Reino Unido), manifestantes se reuniram na Praça do Parlamento para pedir o impeachment de Bolsonaro. O grupo carregava faixas chamando o presidente de "corrupto" e "genocida" – G1.

 

Carlos Magno

 

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