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11/05/2022

Suspeito de aplicar golpe do namoro em mulheres no mês de janeiro deste ano é novamente indiciado por estelionato


O homem suspeito de aplicar o golpe do namoro em mulheres da Serra do Rio Grande do Sul foi indiciado novamente por estelionato nesta terça-feira (10). Após conclusão do inquérito em Farroupilha, em janeiro, o indivíduo agora foi responsabilizado pela Polícia Civil de Caxias do Sul.

 

Dessa forma, o inquérito passa a ser analisado pelo Ministério Público, que pode acusar o investigado pelo crime de estelionato ou solicitar o arquivamento do caso.



Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Em depoimento, Guilherme Selister se manteve em silêncio, segundo a polícia. A defesa diz que o indiciado irá se manifestar durante o processo.

 

"Era o esperado, pelo tipo de acusação que foi feita. O Guilherme vai deixar para explicar durante o processo", diz o advogado do indiciado, Marcos Peroto.

 

Conforme a delegada Thais Norah Sartori Postiglione Peteffi, uma mulher que namorou ele por 60 dias relatou ter perdido R$ 60 mil para o investigado. O homem, segundo a investigação policial, dizia ser profissional de saúde para pedir dinheiro para mulheres com quem mantinha relacionamentos.

 

"A gente comprovou que ele nunca foi médico, nunca trabalhou no hospital onde dizia ter trabalhado nem no Samu. Juntamos todos os comprovantes que a vítima fez de depósitos para ele. Ele mentia dizendo que precisava de ajuda financeira para pagar tratamento neurológico", diz.

 

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mulher, o relacionamento começou em uma academia de ginástica de Caxias do Sul. A vítima do golpe informou também que teria se afastado da própria família por pressão do investigado, sendo induzida ao erro pelas histórias que ele contava.

 

Outros casos

 

O caso que culminou com o indiciamento em Farroupilha ocorreu entre 2019 e 2020. Procurado pelo g1, o Ministério Público não havia se manifestado sobre a análise do inquérito.

 

A moça que registrou a ocorrência diz ter perdido aproximadamente R$ 80 mil para o investigado, que se apresentava como tenente da Marinha e nutricionista de hospitais de Caxias do Sul e Porto Alegre.

 

"Ele te usa, de verdade. Ele te conquista e consegue pegar todo o teu sentimento e fazer o que quiser", diz a mulher.

 

Uma segunda mulher, que não denunciou o caso à polícia, diz que foi lesada em cerca de R$ 30 mil, além de ter bancado financeiramente Guilherme Selister durante o relacionamento que durou oito meses em 2017. Os casos têm um ponto em comum: começaram através de aplicativos de namoro e redes sociais.

 

"Me afetou bastante psicologicamente e também financeiramente. É difícil confiar nas pessoas", lamenta.

 

Outras pessoas que se dizem vítimas do investigado são donos de uma academia que ele frequentava gratuitamente. Selister se inscreveu para treinar no local, alegando estar passando por uma seleção como atleta da Marinha. Os proprietários acabaram criando uma relação próxima com ele.

 

"Comemoramos o aniversário dele, viajamos juntos, ele brigava com uma tal namorada e eu conversava com ela", diz a proprietária da academia.

 

A confiança era tanta que o investigado teria sugerido ser sócio da academia para obter um registro diferenciado para o local no Conselho Regional de Educação Física (CREF). A desconfiança começou quando, relatam os proprietários, tudo deu errado. A suposta formatura na Marinha havia sido cancelada e as competições eram sempre adiadas.

 

"Quando descobrimos, eu falei com ele por mensagem: 'tu tens noção do estrago emocional e financeiro que tu fez na nossa vida?'", conta a dona da academia – g1.

 

Carlos Magno

 

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