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08/06/2022

Funcionário é morto por chefe dentro de empresa após decidir tomar café fora do horário estipulado, diz polícia


Um homem foi morto por seu chefe durante o expediente, na manhã desta segunda-feira (6), em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido um desentendimento por conta do horário estipulado para o intervalo do café.

 

A vítima, identificada como Marcelo Camilo, 36 anos, chegou ao Hospital da Unimed de São Leopoldo com um ferimento no coração causado por duas perfurações de objeto cortante e sofreu três paradas cardíacas antes de morrer.



Foto: Reprodução

 

O suspeito do crime é considerado foragido pela polícia e teria fugido do local caminhando. O homem, que não teve sua identidade revelada, tinha no histórico policial um registro de ocorrência por ameaça.

 

Imagens da câmera de segurança da empresa de revestimentos metálicos e manutenção industrial mostram a vítima saindo de uma sala com a mão no peito e cambaleando. Ele passou por um setor em que outros funcionários estavam trabalhando e saiu outra porta.

 

Em seguida, o homem que, segundo a polícia, é o suspeito do crime foi atrás da vítima, mas não pareceu prestar socorro. A cena ainda chama a atenção de outros colegas que estavam no local.

 

Em nota, a empresa lamentou profundamente a morte e se solidarizou com a família e com amigos de Marcelo Camilo. A empresa ainda informa que "está prestando toda assistência à família do funcionário, bem como colaborando com as autoridades para elucidar os fatos".

 

Discussão por horário do café

 

Segundo o delegado André Serrão, da delegacia de São Leopoldo, o suspeito havia determinado que os funcionários só poderiam tomar café durante uma determinada faixa de horário. Camilo teria ido ao local estipulado para esse intervalo em um horário diferente, o que deu início à discussão. O chefe, então, usou um instrumento para agredir o subordinado.

 

A polícia apura se o objeto usado no crime, uma espécie de chave, era um instrumento de trabalho ou se pertencia ao suspeito.

 

"O supervisor tinha muitos conflitos com seus funcionários. Inclusive, na semana passada, já teve um atrito com seus funcionários, em que ele tinha proibido veementemente que eles consumissem o café naquele determinado horário e, por isso, foi gerada a desavença, que culminou com esse resultado, que abalou a cidade", disse o delegado.

 

O suspeito e a vítima já haviam discutido sobre o horário do café na semana anterior e horas antes do crime, segundo a polícia. O autor do crime, no entanto, não tinha apresentado comportamento violento na empresa antes do episódio – g1.

 

Carlos Magno

 

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