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19/12/2018

Ataque na Catedral: Polícia Civil procura mulher que esteve com atirador minutos antes do crime


A Polícia Civil de Campinas (SP) está à procura de uma mulher que esteve com o atirador da Catedral minutos antes do ataque que terminou com cinco pessoas mortas no dia 11 de dezembro. De acordo com o delegado Hamilton Caviola Filho, do 1º Distrito Policial (DP), essa pessoa teria conversado com Euler Fernando Grandolpho dez minutos antes do tiroteio.

 

Os investigadores identificaram a testemunha graças ao cartão de visita encontrado na mochila que o atirador carregava no dia do crime. O papel remete a uma das barracas do camelódromo, a poucos metros da Catedral, e, de acordo com o delegado, ela prestava um serviço a Euler, sem detalhar qual seria.



 

As oitivas com testemunhas e familiares de Euler começaram nesta segunda (17). A pedido do advogado da família, o pai e a irmã do atirador foram ouvidos formalmente no 5º DP.

 

Segundo Caviola, as informações fornecidas pelos parentes do atirador não acrescentaram em nada o que os investigadores já sabiam de Euler. "Os depoimentos corroboraram o que já tínhamos levantado, entre eles o fato de que o Euler teria ficado mais transtornado após a morte da mãe", disse.

 

De acordo com o delegado do 1º DP, a Polícia Civil trabalha para esclarecer dois pontos: se Euler agiu sozinho, e qual a origem das armas que ele carregava. "Nós já temos vários indícios que comprovam que ele estava sozinho, tanto pelas anotações, prova testemunhal. Estamos tentando refazer o trajeto dele com imagens", explicou Caviola.

 

Hamilton Caviola explicou que o cronograma de trabalho da Polícia Civil inclui a oitivas de vítimas que sobreviveram ao ataque, dos policiais militares que participaram da ocorrência e de representantes da Catedral. Além disso, o Instituto de Criminalística (IC) ainda elabora laudos periciais do caso.

 

Relembre o ataque

 

Euler Fernando Grandolpho entrou na Catedral Metropolitana, abriu fogo contra fiéis no encerramento da missa, matou cinco pessoas e em seguida cometeu suicídio, no dia 11 de dezembro. Outras três ficaram feridas.

 

Entre as vítimas fatais, quatro tiveram o óbito constatado no local. Heleno Severo Alves, de 84 anos, ficou 24 horas internado no Hospital Mário Gatti, onde passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

 

Segundo a polícia, o atirador fez tratamento contra depressão e a família temia que ele cometesse suicídio. Ele não tinha antecedentes criminais, estudou publicidade e propaganda e foi assistente de promotoria no Ministério Público de São Paulo onde, segundo o órgão, exonerou-se em 2014.

 

Entre as hipóteses apuradas para explicar o crime estão o fato de Euler ter tido uma espécie de surto psicótico em decorrência de depressão. Segundo parentes e testemunhas que conviviam com ele, o atirador tinha mania de perseguição, chegando a denunciar vizinhos à polícia que supostamente o estariam seguindo – G1.

 

Carlos Magno

 

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