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03/04/2019

Promotoria abre inquérito por denúncia de racismo no Mc Donald’s: segurança impediu mulher negra de comprar sorvete para o filho


A Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos instaurou inquérito civil nesta segunda, 1, para apurar suposta discriminação racial dentro de uma loja do Mc Donald's, em São Paulo. O Ministério Público vai apurar a responsabilidade da rede sobre o caso e também verificar se a empresa possui políticas corporativas de promoção da igualdade racial. As informações foram divulgadas pelo site da Promotoria de São Paulo.

 

De acordo com a portaria de instauração do inquérito, assinada pelo promotor de Justiça Eduardo Valerio, 'Fernanda, que é negra, estava em companhia de seus dois filhos, de 7 e 3 anos, quando foi a uma unidade do McDonald's situada na rua Domingos de Morais, na capital paulista, com o intuito de comprar um sorvete no quiosque da loja'.



 

"Ao entregar o cartão do Bolsa Família (utilizado, no momento, como um cartão de débito), Fernanda foi abordada por um segurança do estabelecimento comercial, que impediu a realização da venda. Segundo a vítima, o segurança da loja gritou para ela: "Não é para ficar pedindo aí não! Sai fora!"".

 

O promotor diz que 'há indícios de prática de racismo institucional nas dependências da rede de restaurantes McDonald's, e que a Constituição Federal estabelece como objetivo do país a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação'.

 

Entre as diligências determinadas pelo promotor de Justiça está o envio de ofício ao McDonald's Brasil dando prazo de 30 dias para que a empresa responda, por exemplo, quais são as ordens e orientações dadas aos empregados próprios e de empresas terceirizadas no que se refere ao relacionamento entre eles e entre esses e os clientes do estabelecimento comercial e se há alguma orientação dada quanto a aspectos raciais e étnicos de funcionários e clientes.

 

Nota do Mc Donald’s:

 

"O McDonald's informa que não compactua com nenhum tipo de discriminação e está realizando a apuração interna sobre o caso. Preliminarmente e até que tudo esteja esclarecido, a rede afastou o funcionário terceirizado envolvido" – Estadão.

 

Carlos Magno

 

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