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23/04/2019

Três casos em menos de uma semana: inconformados com separação, homens matam a ex e cometem suicídio


Foram três casos idênticos e ocorreram em um intervalo de tempo inferior a uma semana, sendo dois deles na Paraíba. Em comum, o fato de terem como protagonistas homens que, inconformados com a separação, tiraram a vida de suas ex-esposas e, depois, cometeram suicídio.

 

O fato, não corriqueiro, chamou a atenção da mídia nacional e gerou debates em meios de comunicação sobre fatores que teriam influenciado para as tragédias. Em um dos casos, o que ocorreu em João Pessoa, na Paraíba, o homem chegou a postar mensagem na internet, três dias antes (coincidentemente o mesmo dia em que ocorreu o primeiro caso) deixando a informação sobre o que poderia ocorrer na Quinta Feira Santa, dia do crime.



 

Primeiro caso: crime no motel

 

O primeiro caso ocorreu em Campina Grande, no último dia 15, quando a Secretária de Educação do Município de Boa Vista, no agreste paraibano, Dayse Alves, foi encontrada dentro do Parque Motel. Dayse foi morta pelo próprio marido, Aderlon Bezerra de Souza.

 

Logo após matar Dayse, Aderlon atentou contra a própria vida. Segundo a polícia, os dois estavam separados e Aderlon enfrentava uma depressão por conta da separação. Ele chegou a mandar mensagem par ao irmão, após ter assassinado a ex, informando que tinha cometido o crime e que iria se suicidar. O casal deixou duas filhas.

 

Segundo caso: o aviso na rede social

 

O segundo caso ocorreu também na Paraíba, desta vez, na capital, João Pessoa, três dias após o crime de Campina Grande. Inconformado com o fato de estar separado da esposa, o empresário pessoense Marconi Alves Diniz atirou contra a própria esposa e em seguida se matou. A mulher, Tâmara de Oliveira, de 38 anos, ainda chegou a ser socorrida, mas não resistiu e faleceu.

 

De acordo com testemunhas, Marconi chegou à concessionária de veículos onde a mulher trabalhava e os dois tiveram uma discussão. Em determinado momento, ele sacou um revólver calibre 38 e atirou contra a ex-esposa. Em seguida, se suicidou, usando a mesma arma.

 

O detalhe é que Marconi postou uma mensagem intrigante, três dias antes do crime (coincidentemente, no dia do crime de Campina Grande), em seu perfil no facebook, indicando que algo ocorreria na quinta-feira, data escolhida por ele para atirar na ex-mulher e depois atentar contra a própria vida.

 

Eis a mensagem: “A humilhação que você passa vai acabar junto com o seu problema nesta quinta-feira, basta você acreditar!”. Segundo informações colhidas pela polícia, Marconi estava inconformado com o fato de estar separado da esposa e, por isso, atirou contra ela e, em seguida, se matou.

 

Terceiro caso: envolvendo um policial militar

 

O terceiro caso ocorreu dois dias após, no dia 20, quando o sargento da Polícia Militar Sidnei da Rosa Silva, de 48 anos, matou a ex-esposa Jucilene Siqueira, mais conhecida como Cilene, de 28 anos, e em seguida cometeu suicídio. O caso aconteceu em Paranaguá, no litoral do estado do Paraná.

 

O crime ocorreu quando Sidnei foi até a casa da ex e, após uma discussão, a assassinou com quatro tiros. O casal havia se separado há pouco menos de dois meses e, segundo a polícia, o PM parecia não aceitar o fim do relacionamento. Logo após o crime, Sidnei foi até a casa de familiares e usou a mesma arma para cometer suicídio, atirando na cabeça. O casal deixou quatro filhos.

 

Carlos Magno

 

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