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07/05/2019

Veneziano critica decisão do governo Bolsonaro de cortar recursos para a Educação e exige que MEC reveja política


Titular da Comissão de Educação (CE) do Senado Federal, o Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) rechaçou a decisão do novo ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, de cortar em 30% os recursos de todas as universidades públicas do País. Inicialmente o ministro havia anunciado o corte para três universidades federais que estariam promovendo o que ele classificou como “balbúrdia” em seus câmpus.

 

Porém, o governo estendeu a decisão para todas as instituições públicas de ensino superior do País – incluindo os Institutos Federais de Educação. E, em decisão mais recente, para a educação básica, prejudicando, todos os níveis da Educação no Brasil.



 

Como defensor do ensino público gratuito e de qualidade, Veneziano repudiou a atitude e disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro deveria rever esse posicionamento nocivo e fortalecer as universidades federais, destinando mais recursos para o ensino, pesquisa e a extensão. Em um vídeo gravado nesta terça-feira (07), postado em suas redes sociais, Veneziano considerou a decisão extremamente grave.

 

“O Brasil está vivendo, nesses últimos anos, um período de distanciamento das faixas sociais. Os indicadores de pobreza e de extrema pobreza mostram que temos quase 50 milhões de brasileiros vivendo nessas faixas. Como se não bastassem esses indicadores, nós vamos agravando também as diferenças na formação educacional e cultural do nosso povo”, lamentou o Senador paraibano.

 

Ao lembrar que foi contra a Emenda Constitucional 95, que limitou recursos para áreas como Saúde e Educação, Veneziano garantiu continuar na defesa de uma formação superior de qualidade e um ensino capaz de tornar o Brasil uma referência na América.

 

Queda nos Indicadores – Veneziano confrontou dados dos principais indicadores do País nos últimos anos e destacou que os números mostram que o Brasil, no item Formação Educacional, tem caído consideravelmente, em comparação a outros países da América do Sul, como a Colômbia e o Peru.

 

O Senador lamentou o argumento do ministro para justificar os cortes e lembrou que, no mês passado, o governo Bolsonaro já havia anunciado cortes na ordem de 42% do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Nós estamos diante de um problema muito delicado”, disse Veneziano.

 

Ele afirmou que o governo tenta passar à opinião pública, equivocadamente, a ideia de que o erro pela queda no ensino está nas universidades e disse não concordar com esse posicionamento de tentar jogar as universidades contra a sociedade. Como Senador e membro da Comissão de Educação, Veneziano afirmou que vai exigir que o Ministério da Educação e o Palácio do Planalto revejam essa política.

 

Veneziano observou que o governo precisa fazer um acompanhamento gerencial dos recursos públicos destinados às universidades e a qualificação desses investimentos, o que não significa cortes injustificados. Para ele, a pretensão do governo é desmantelar as instituições públicas, a exemplo de universidades e empresas de setores estratégicos – Assessoria.

 

Carlos Magno

 

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