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31/05/2019

Radialista foi assassinado por empresário em Campina Grande, por causa de um relógio. Acusado confessou o crime


O radialista Joacir Rocha Oliveira Filho, de 35 anos, foi assassinado na noite desta quinta-feira (30), em Campina Grande, por conta de um relógio. A informação foi divulgada no JPB 2ª edição, noticiário levado ao ar pela TV Paraíba, na noite desta sexta-feira (31).

 

Segundo as informações da polícia, divulgadas no programa, o radialista e o empresário Roberto Vicente Correa do Monte, de 42 anos, conhecido como ‘Robertinho’, bebiam juntos no restaurante La Paloma, na Rua Irineu Jóffily, no centro de Campina Grande. Imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento mostram que os dois, inclusive, chegaram a se abraçar, demonstrando um clima amistoso entre eles.



 

A polícia apura a informação de que, enquanto bebiam, um relógio, provavelmente pertencente ao empresário, era analisado pelos dois. Aparentemente, o relógio desapareceu, o que pode ter motivado desconfiança do empresário. Após pagar a conta do consumo dos dois, o empresário sacou o revólver e efetuou um único disparo, à queima roupa.

 

As imagens cedidas pelo estabelecimento à polícia mostram todo este relato: o abraço dos dois, os tiros e, em seguida, o empresário saindo do estabelecimento. Após o crime, o proprietário do estabelecimento achou o relógio, no chão do restaurante.

 

Homem ajudou na fuga – Uma câmera instalada do lado de fora do estabelecimento mostra o momento em que o empresário sai, após cometer o crime e, visivelmente, embriagado, é amparado por um homem que seria seu segurança ou motorista – ou as duas coisas. O homem o leva até o veículo onde estavam.

 

A informação de que o empresário estava embriagado é reforçada pelas imagens do circuito interno do restaurante, que mostram o momento em que ele vai até o banheiro, pendendo, e chega até a errar a porta de entrada.

 

Nesta sexta-feira (31) o empresário se apresentou à polícia e confessou o crime. Na saída da delegacia, ele encobriu o rosto e não quis falar à imprensa.

 

O seu segurança (ou motorista, ou os dois) também se apresentou. A informação inicial é de que se trata de um policial militar reformado. Questionado sobre a ‘ajuda’ que deu ao empresário na saída do restaurante, o homem se limitou a dizer que não tinha nada a declarar.

 

Ele foi ouvido pela delegada Suelane Guimarães, responsável pelo caso, e vai responde ao processo em liberdade.

 

Delegada confirma versão do relógio – A delegada Suelane Guimarães concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta e confirmou a versão do relógio. Ela deu detalhes de como o crime ocorreu.

 

“Eles bebiam juntos, conversavam, como dito entre abraços e cheiros, juntos e em comum acordo. Inclusive, o executor pagou a conta da vítima. E houve desentendimentos entre eles, inclusive a respeito de um relógio que passava de um para o outro. O relógio seria do autor e em um determinado momento esse relógio sumiu, e foi o que motivou a maior discussão entre os dois”, disse a delegada.

 

Segundo ela, Joacir Oliveira foi morto com um único disparo e o relógio acabou sendo encontroado pelo dono do restaurante, após o crime. “Em virtude disso, portando uma pistola calibre 6.35, o executor deu um único disparo de arma de fogo, que fez com que a vítima fosse a óbito quando socorrido para o Hospital de Trauma. O relógio foi encontrado no chão do estabelecimento pelo proprietário após o crime”.

 

Carlos Magno

 

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